Edição 321
Redobre os cuidados em dias de altas temperaturas
Medidas simples podem evitar o mal-estar
gerado pelas altas temperaturas da estação
mais quente do ano
DA ASSESSORIA - Os recordes de temperatura que têm ocorrido neste verão exigem alguns cuidados para evitar o mal-estar que acompanha os dias de muito calor. Com medidas simples como aumentar a ingestão de líquidos, praticar exercícios físicos, vestir roupas leves e evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e alimentos pesados é possível minimizar os problemas ocasionados pelos exageros térmicos da estação mais quente do ano. Segundo o clínico-geral Francisco Manassés, médico do Hospital Nossa Senhora das Graças é importante a ingestão de água para evitar a desidratação - problema comum nessa época do ano, principalmente em crianças e que pode até levar à morte. Sucos de frutas e água de coco também valem.
O cuidado especial com o que se come pode até diminuir o calor. Os veranistas precisam optar por alimentos leves - como saladas, frutas, verduras e carne branca. Isso porque alimentos calóricos, como carne vermelhas e doces, aumentam o calor do corpo. “Com as altas temperaturas, os alimentos pesados também retardam o processo digestivo e isso pode ocasionar problemas estomacais”, explica o médico.
Outra medida essencial é redobrar atenção quanto à higienização das mãos e à conservação dos alimentos, para evitar gastrenterites. Elas causam diarreia, vômito, náuseas, entre outros sintomas. O mesmo cuidado se deve ter na escolha do local para as refeições. É preciso observar a higiene do estabelecimento, se os alimentos estão refrigerados, a limpeza dos utensílios e dos banheiros, entre outras atitudes preventivas.
Os veranistas também não podem esquecer de usar vestimentas leves, confortáveis e de cores claras. A orientação de Manassés é para evitar sapatos fechados e tecidos como o jeans. Já os homens que precisam trabalhar com trajes sociais, devem ao menos deixar de lado o paletó. “As pessoas precisam ajudar o organismo a perder o calor excessivo”, afirma. Também é recomendável a utilização de bonés, chapéus e óculos de sol.
Há também a questão da prática de atividades físicas. Quem ainda não faz nenhuma, deve começar de forma leve e, preferencialmente, após ter consultado um médico e com a orientação de um profissional da área de Educação Física. Já aqueles que têm esse hábito, precisam fazer o exercício antes das 10 horas e após as 18 horas, para diminuir o desgaste do corpo.
Não se pode esquecer de utilizar protetor solar. Para evitar o sol, também vale caminhar pelos locais em que há sombra.
Outra dica para enfrentar o tempo quente é lavar o rosto várias vezes ao dia para diminuir o calor.
Lei seca deu certo no Paraná
Balanço da Polícia Rodoviária Federal mostra queda no número de motoristas dirigindo embriagados e consequente redução de vítimas
DA ASSESSORIA - Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam que a aplicação da lei seca no Paraná não teve como reflexo apenas a queda no número de mortos e feridos, mas também a diminuição no número de motoristas flagrados dirigindo sob efeito do álcool. Esse quadro mostra que quanto maior o rigor e mais frequentes as fiscalizações, maior a conscientização e, consequentemente, menor a gravidade dos acidentes. A Lei 11.705 passou a vigorar em julho de 2008. Ao longo do segundo semestre daquele ano, 4,1% dos 15,5 mil testes com o bafômetro apontavam índices acima do tolerado no Paraná. No mesmo período de 2009, a proporção caiu para 1,5% dos 48.640 exames de alcoolemia feitos. Uma redução de 64%. “É sinal de que está havendo uma maior conscientização”, avalia o inspetor da PRF em Brasília, Pedro Paulo Bahia.
Como aponta o professor de Direito de Trânsito Marcelo Araújo, a maior dificuldade para uma maior sensibilização está na distância entre o alerta feito pelas autoridades e pelas campanhas divulgadas na mídia e a realidade dos motoristas. “Uma postura mais responsável depende mais do trabalho de conscientização e das políticas de educação para o trânsito e do rigor da lei, desde que coerente, do que da iniciativa das pessoas mesmo depois de terem uma experiência de acidente. O resultado pode levar gerações para ser efetivamente alcançado”.
A análise mostra ainda que, na comparação entre 20 de junho e 31 de dezembro de 2007 e o mesmo período de 2008 e 2009, quase todas as ocorrências diminuíram gradativamente, com redução maior no segundo ano após a aplicação da lei. O índice de acidentes para cada trecho de mil quilômetros caiu cerca de 57% entre 2007 e 2009.
Apesar de em 2008 o número de acidentes ter aumentado, a baixa gravidade das ocorrências ajudou a evitar 44 mortes e manteve quase inalterados os registros de acidentes com feridos.
Investimentos em bairros de Quatiguá chegam a R$ 2 milhões
Segundo explicou o prefeito Efraim Bueno
de Moraes, foram pavimentados dois
quilômetros do bairro Jardim Primavera
e Conjunto Habitacional Nascente do Sol
até um trevo na PR-092
DA ASSESSORIA - A população de Quatiguá e região já estão sendo beneficiadas por uma parceria feita pela prefeitura local e o DER (Departamento de Estradas de Rodagem), através da qual foram investidos R$ 2 milhões. Segundo explicou o prefeito Efraim Bueno de Moraes, foram pavimentados dois quilômetros do bairro Jardim Primavera e Conjunto Habitacional Nascente do Sol até um trevo na PR-092, além de rotatória do bairro para o centro da cidade.
Também foram instaladas iluminação pública, gramado e manilhamento.
A inauguração será feita nos próximos dias pelo governador Roberto Requião, de acordo com que informou Efraim, ao adiantar que a área será revitalizada e apresentará valorização imobiliária. Também serão erguidas 20 casas populares no local pela Cohapar.
Calor provoca recorde de
emanda no sistema elétrico
da Copel
Intensificação do uso de sistemas de
climatização antecipa o horário de ponta
para o começo da tarde. Em três dias
consecutivos foram registrados recordes
históricos na demanda por eletricidade
DA ASSESSORIA - O calor dos últimos dias em praticamente todo o Brasil vem ocasionando um grande aumento no consumo de energia elétrica, com picos recordes de demanda que se dão geralmente no princípio da tarde. Assim, o chamado “horário de ponta”, período do dia em que ocorre a maior solicitação simultânea por eletricidade e que normalmente é verificado no início da noite, agora está sendo antecipado. Nesta semana, a Copel registrou em dias consecutivos três recordes históricos na demanda simultânea por eletricidade.
Às 14h45 de terça-feira (02), a carga máxima no sistema elétrico operado pela empresa chegou a 4.420 MW (megawatts). Às 15h47 de quarta-feira (03), a demanda instantânea atingiu 4.489 MW. E às 14h35 desta quinta-feira (04), a carga medida foi de 4.510 MW. Antes desta semana, o pico de demanda instantânea havia sido de 4.401 MW às 14h49, do dia 19 de novembro. Em fevereiro de 2009, a maior concentração de carga simultânea medida pela Copel chegou a 4.100 MW.
O crescimento da demanda por eletricidade nesses dias de forte calor deve-se à maior utilização de equipamentos de climatização em todos os segmentos de consumo. “Nos grandes ambientes de shoppings e hipermercados, em prédios de escritórios e também nas residências, os sistemas para refrigeração do ar operam de maneira contínua e no máximo da sua capacidade”, observa a engenheira Ana Rita Xavier Haj Mussi, gerente do Centro de Operação do Sistema Elétrico da Copel.
Segundo Ana Rita, a sofisticação tecnológica nos processos industriais também está tornando comum a presença de sistemas de climatização nas fábricas, onde a informatização e automação de equipamentos nas linhas de produção exigem que a temperatura ambiente seja controlada. “Mesmo nas propriedades rurais, a utilização de sistemas de climatização vem ganhando espaço, caso daquelas que se dedicam à avicultura, uma atividade em que o controle da temperatura é essencial”, afirma.
Para utilizar a energia elétrica de maneira eficiente evitando o seu desperdício, a Copel tem algumas sugestões e orientações a oferecer aos consumidores. O uso da geladeira, por exemplo, merece atenção especial: o constante abre-e-fecha deve ser evitado, pois isso fará o motor funcionar mais vezes e por mais tempo. Da mesma forma, não se deve guardar alimentos ou líquidos ainda quentes no refrigerador, nem forrar ou cobrir suas prateleiras. As borrachas de vedação devem ser verificadas periodicamente e trocadas caso estejam ressecadas ou deformadas. O uso eficiente dos condicionadores de ar requer que as janelas e portas do ambiente a ser climatizado permaneçam fechadas, evitando a fuga do ar resfriado. Os chuveiros elétricos com a chave na posição “verão” consomem até 40% menos energia. E como nesta época os dias são mais longos que as noites, a luminosidade natural deve ser aproveitada ao máximo: isso reduz o tempo de uso das lâmpadas.
DETENÇÃO
ANDIRÁ
Moto é apreendida
Por volta das 15h00 de quinta-feira, dia 04, em deslocamento na Rua São Paulo, final da vila Santa Inês, a PM de Andirá avistou Ademir Isidoro conduzindo uma motocicleta de cor azul com o chassi pinado (picotado). A placa também era diferente do veículo conduzido (AIB-9408). Isidoro, conhecido pelo apelido de “Abençoado” foi abordado na frente de sua residência na rua Mandi. Diante dos fatos, a moto e o condutor foram levados para a delegacia de Andirá.
GUAPIRAMA
Imprudência na BR-153
Na noite de segunda-feira (01), a imprudência de um motorista poderia ter terminado em tragédia. Um caminhoneiro tentou atravessar uma área alagada da BR-153, próximo à Guapirama, mesmo avistando a rodovia totalmente tomada pelas águas, o motorista seguiu em frente. Foi quando uma pane no sistema elétrico do caminhão apagou os faróis e sem visibilidade, o caminhão acabou caindo no acostamento.
O motorista conseguiu sair sem ferimentos, porém o caminhão ficou parcialmente submerso.
RIBEIRÃO CLARO
Mulher cai da cachoeira
Uma mulher caiu da cachoeira “Véu de Noiva”, em Ribeirão Claro, na tarde de segunda-feira (01). Segundo informações ela estava fotografando a cachoeira quando escorregou e caiu. Ela foi socorrida pela ambulância municipal e encaminhada para o hospital da cidade. A mulher não movimentava as pernas e havia suspeita de fratura no pé esquerdo, porém não corria risco de morte. O local é de difícil acesso, o que dificultou o resgate.
SIQUEIRA CAMPOS
Preso fica ferido durante rebelião
No banho de sol de sexta-feira, dia 29, na cadeia de Siqueira Campos, um preso ficou ferido após apanhar dos outros detentos no solário. Aproximadamente às 15h00 o investigador de plantão acionou a polícia militar que conteve o princípio de rebelião e fez a operação “bate grade”. Na operação foram encontrados nas celas vários “estoques” e foram retirados vários aparelhos de TVs, rádios, ventiladores e outros pertences que estavam à disposição dos presos.
No princípio de rebelião os presos danificaram as fechaduras da porta que dá acesso ao solário. O preso ferido foi retirado da cela e medicado.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Edição 320
CHUVA, MEIO AMBIENTE
E REFORMA URBANA
Luiz Claudio Romanelli - Estive na semana passada no norte pioneiro e minha agenda política acabou substituída de forma dramática pelas fortes chuvas que atingiram a região e pelos imensos danos e sofrimentos das populações atingidas. Acompanhei desde a última quinta-feira as conseqüências das enchentes e sou testemunha da rápida ação do governo do Estado para reparar as estradas e atender as famílias desabrigadas. As cidades mais atingidas, como Sengés, Tomazina e Pinhalão, tiveram grandes áreas isoladas devido à queda de pontes e barreiras. Houve cinco mortes registradas até agora (em Sengés), além de desaparecidos e mais de quatro mil pessoas atingidas nos municípios da região.
Na grande Curitiba, as chuvas também provocaram graves problemas, particularmente em Campo Magro, onde há 80 famílias desalojadas e que perderam praticamente todos os seus bens.
A previsão é de muita chuva até abril, o que nos faz temer a repetição desse drama. As catástrofes climáticas estão se tornando cada vez mais comuns e mais sérias e não dá para ignorar que é a ação do homem, sua agressão irresponsável ao meio ambiente, a responsável por esses desastres.
As chuvas, furacões e outros fenômenos, por piores que sejam, não provocariam tantos danos se o meio ambiente não estivesse tão degradado. A destruição das matas ciliares, o desmatamento e outros crimes ambientais, cometidos quase sempre sob os auspícios de grandes interesses econômicos, estão rapidamente condenando o mundo em que vivemos.
O problema é ainda mais sério nas cidades, onde a especulação imobiliária leva milhares e milhares de pessoas a terem, como única alternativa de moradia, áreas de risco, encostas de morros e beira de rios. Os alagamentos e desabamentos se sucedem. As pessoas perdem suas casas, todos os seus bens e, não tão raramente como se supõe, suas próprias vidas.
O governo do Paraná agiu rapidamente no enfrentamento das conseqüências das enchentes. Todas as medidas emergenciais estão sendo tomadas. O governo federal, por sua vez, deve decidir esta semana a destinação de R$ 394 milhões para socorrer as cidades atingidas pelas enchentes no Paraná, de acordo com informação da secretária nacional de Defesa Civil, Ivone Maria Valente. É o PAC das Enchentes, cujos recursos estão sujeitos a menos trâmites burocráticos e, portanto, podem ser enviados e utilizados com maior rapidez.
Tudo isso é meritório. Porém, é bom ter claro que com essas medidas estamos simplesmente correndo atrás dos fatos, e não atacando suas causas, impedindo que eles se repitam.
Por isso, merece registro o alerta do governador Roberto Requião que em meio às ações emergenciais de seu governo para minorar o sofrimento da população atingida, chamou a atenção para os problemas ambientais que agravam os danos provocados pelas chuvas. É importante também apontar que o drama vivido pelas cidades brasileiras nesse período de chuvas intensas só tende a aumentar e não necessariamente em função de maior precipitação pluviométrica, se não for feita uma profunda reforma urbana, que garanta moradia decente e um meio ambiente sadio para todos.
38 vagas na prefeitura de
Joaquim Távora
As provas serão realizadas no dia
07 de março, a partir das 14h00, em local
a ser definido. O candidato poderá se inscrever
no concurso pelo site www.prosperity1.com.br
DA ASSESSORIA - O prefeito de Joaquim Távora, Cláudio Revelino, confirmou nesta terça-feira, dia 02, que o município promoverá concurso público de provas de títulos e prova prática. Os interessados em se inscrever deverão comparecer com a documentação ao posto de inscrição até o dia 18, das 8h00 às 11h30 e das 13h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira, no departamento municipal de assistência e desenvolvimento social, na rua Rui Barbosa, nº 303.
Informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3559-2624 e no site www.prosperity1.com.br. O candidato pode optar por inscrever-se no concurso pelo site.
As provas serão realizadas em Joaquim Távora no dia 07 de março, a partir das 14h00, em local a ser definido.
Vagas e Salários
As 38 oportunidades são para Bibliotecário (1 vaga) R$ 1.400, Engenheiro Civil (1) R$ 2.288,94, Médico (2 vagas) R$ 4.250,99, Médico Veterinário (1) R$ 1.788,41, Assistente Social (1) R$ 2.300,00, Nutricionista (1) R$ 1.788,41, Enfermeiro (1) R$ 2.300,00, Psicólogo (1) R$ 2.300,00, Técnico em Enfermagem (2) R$ 956,37, Técnico em Contabilidade (1) R$ 1.905,58, Técnico em Informática (1) R$ 956,37, Assistente Administrativo (2) R$ 465,00, Professor (Magistério) (1) R$ 488,80, Professor Língua Inglesa (1) R$ 488,80, Professor Educação Física (1) R$ 488,80, Servente (2) R$ 465,00, Operador de Máquinas (Retro Escavadeira) (1) R$ 1.200,16, Operador de Máquinas (Motoniveladora) (1) R$ 1.200,16, Operador de Trator Agrícola (1) R$ 888,99, Operário (3) R$ 465,00, Vigia (1) R$ 466,69, Gari (3) R$ 465,00, Agente Comunitário de Saúde (1) R$ 465,00, Médico (2) R$ 7.779,98, Enfermeiro (2) R$ 1.812,55, Dentista (1) R$ 1.721,91, Auxiliar de Consultório Odontológico (1) R$ 551,90 e Técnico em Higiene Dental (1) R$ 599,53.
Desalojados de Wenceslau Braz são atendidos pela assistência social
Treze famílias foram socorridas no dia
da tragédia, no entanto somente seis
permanecem no abrigo preparado pela
prefeitura, na praça dos festejos
DA REDAÇÃO - Uma semana se passou desde que as fortes chuvas atingiram várias cidades do norte pioneiro, deixando centenas de pessoas desabrigadas. Em Wenceslau Braz, a vila Los Angeles foi a principal prejudicada.
Segundo a secretária de assistência social, Claudete Tereza Pereira Costa, seis famílias estão abrigadas no pavilhão de eventos da praça dos festejos, próximo ao ginásio de esportes. “No dia em que aconteceu essa tragédia, nós nos prontificamos em estar rapidamente atendendo a todos. Foram retiradas do local umas 13 famílias, das quais, seis permanecem no abrigo que preparamos próximo ao ginásio. As demais resolveram ficar em casas de parentes ou amigos”, esclareceu a secretária.
Claudete informou ainda que apesar de muitas famílias não terem permanecido no local preparado pela prefeitura, estão sendo atendidas com cestas básicas e água. “Independente de estarem ou não no alojamento que preparamos, todas estão sendo atendidas com água, alimentação e roupas”, disse a Claudete, lembrando ainda que existem outras famílias que estão em área de risco, no entanto se recusaram a deixar a residência. “Estamos vendo mais pessoas que devem deixar suas casas. Muitos ficam receosos quanto a seus pertences, mas estamos trabalhando para atender a todas da melhor forma, tirando-as de locais onde possa haver perigo”, explicou.
O prefeito municipal Atahyde Ferreira dos Santos Junior está buscando ajuda para atender melhor a população. “O que nós queremos é cuidar da melhor maneira possível dessas pessoas que tiveram que deixar suas casas e ficar em abrigos ou em casa de parentes. Graças a Deus não tivemos tantos problemas graves, somente esse da vila Los Angeles, mas sem nenhuma vítima fatal. Independente de qualquer coisa, estaremos atendendo a todos”, finalizou o prefeito Taidinho.
Benetti se encontra com deputados
no intuito de solicitar ajuda às
famílias desabrigadas
Em viagem à Brasília o prefeito foi solicitar
ajuda ao município em função das enchentes
do último final de semana e também recursos
para recuperação de pontes e estradas
DA REDAÇÃO - O prefeito de Pinhalão, Claudinei Benetti, se reuniu no início dessa semana, em Brasília, com o deputado federal Odílio Balbinotti, para buscar apoio e solicitar recursos para amenizar os prejuízos causados pelas enchentes. Pinhalão teve dezenas de pontes destruídas, aterros e estradas rurais praticamente intransitáveis. “O caos é muito grande, tivemos muitas perdas, diversas casas terão que ser demolidas, tivemos prejuízo com nossos veículos, onde para recuperar teremos que investir aproximadamente R$ 250 mil”, disse Benetti.
Segundo o chefe de gabinete, Sidnei Bueno de Oliveira, a prefeitura estará viabilizando terrenos para que sejam construídas, com recursos do governo estadual e federal, novas moradias para as famílias atingidas. “Muitas casas terão que ser demolidas, no entanto ninguém ficará desabrigado, pois já estamos providenciando terrenos para a construção de novas residências”, destacou Oliveira.
Além do apoio que está recebendo do deputado Balbinotti, Pinhalão também conta com ajuda do senador Flávio Arns, o qual esteve no município na terça-feira, dia 02, oferecendo apoio na busca de recursos para a recuperação e atendimento ao que foi destruído pelas chuvas.
Produtores rurais de Jaboti
sofrem com danos nas plantações
devido às chuvas
Além da perda de bens, agricultores lamentam
o prejuízo que terão devido às plantações
de milho que foram devastadas pelas
fortes chuvas
DA REDAÇÃO - O pequeno município de Jaboti, não escapou da fúria da natureza do último dia 29. Em alguns bairros rurais houve inundações e a perda de muitos bens. A cheia do Rio das Cinzas causou estragos em diversas propriedades. Segundo um dos proprietários, Fernando Siqueira, cerca de 15 casas no bairro do Varzeão foram encobertas e os moradores precisaram da ajuda de tratores para limpar as ruas. Na tarde desta quarta-feira (03) a energia elétrica foi normalizada, todavia a maioria das residências está sem água potável.
A maior perda foi dos produtores rurais que além de perderem seus móveis, também sofreram danos nas plantações de milho. Barracões onde eram tirados leite, também não resistiram ao temporal. “Pra nós é um prejuízo muito grande, pois teremos que começar de novo.
Além dos bens que perdemos, perdemos nosso ‘ganha pão’. É uma triste realidade”, lamentou um dos prejudicados.
Lutando por um novo começo
São José da Boa Vista, que há alguns anos
foi prejudicada por chuvas fortes, como as
ocorridas na última sexta e sábado, junta
forças para reparar os estragos
DA REDAÇÃO - Depois de ter perdido 72 pontes, após as fortes chuvas ocorridas há uma semana, São José da Boa Vista luta para se reerguer. Foram perdas incalculáveis e prejuízos gigantescos para o município, que foi o primeiro a decretar situação de emergência no Paraná. A Defesa Civil acredita que, nos próximos dias, o mesmo deve acontecer com outras cidades que estão avaliando os danos causados pela chuva. Segundo o Tenente Pinheiro, o município em situação de emergência elabora um relatório com os prejuízos, a Defesa Civil avalia e encaminha um pedido formal ao governo federal para que seja reconhecida a situação.
Cidades em situação de emergência podem ser beneficiadas por verbas do governo e os habitantes prejudicados podem sacar o fundo de garantia caso sejam comprovados os danos na cidade. As verbas só são liberadas a partir do momento em que o governo federal reconhecer a situação do município e publicar a decisão no Diário Oficial da União. Dilceu Bona, que enfrentou a mesma situação há quatro anos, expressa sua fé e esperança por dias melhores. “Não perdemos o ânimo, temos que continuar lutando, vamos nos reerguer e mostrar que demos a volta por cima e saímos vencedores de mais um grande problema”, afirmou Bona.
Pane na telefonia deixa
boavistenses sem comunicação
Segundo informações, a lâmina de um trator
de esteira de uma empresa particular teria
arrebentado os cabos de fibra ótica
enterrados às margens da estrada
DA ASSESSORIA - A cidade de São José da Boa Vista ficou sem comunicação durante uma boa parte da manhã desta quinta-feira, dia 04. A pane nas telefonias fixa e móvel ocorreu porque um trator de esteira de uma empresa particular estaria fazendo uma terraplanagem nas proximidades do bairro Olho D’água, na zona rural do município.
Segundo informações de pessoas que passavam pelo local, a lâmina do trator teria arrebentado os cabos de fibra ótica enterrados às margens da estrada que liga a cidade ao bairro da Mangueirinha, também na zona rural.
De acordo com as informações, por causa do incidente, a cidade de Arapoti também teria ficado sem o serviço telefônico pelo mesmo espaço de tempo, porém, isso não foi confirmado pela concessionária. O sinal foi restabelecido e voltou ao normal no início da tarde de ontem.
Rainha das colinas também sofre
pelas fortes chuvas do último sábado
Moradores, servidores e autoridades públicas contabilizam os estragos causados pela forte
chuva que atingiu Ibaiti. Várias casas foram
afetadas pelos desmoronamentos e pela enxurrada
DA ASSESSORIA/REDAÇÃO - As chuvas sem fim, entre sexta (29) e sábado (30), causaram inúmeras destruições, como a queda de árvores, pedras, pontes, postes da rede de energia elétrica e a proliferação de buracos nas vias públicas do município de Ibaiti. Moradores, servidores e autoridades públicas contabilizam os estragos causados pela forte chuva que atingiu a cidade. Várias casas foram afetadas pelos desmoronamentos e pela enxurrada.
Logo pela manhã, técnicos da Defesa Civil, a secretária de obras, viação e serviços urbanos e a assistente social da prefeitura visitaram as zonas mais afetadas para ver a gravidade dos problemas nas residências, além de cooperar com a limpeza e remoção das famílias para locais seguros. Nenhuma pessoa ficou ferida durante os estragos causados pelas chuvas e desmoronamentos e ninguém ficou desabrigado.
Os bairros mais atingidos foram o São Cristóvão, Conjunto João Edmundo de Carvalho e Jardim Pérola, onde as fortes enxurradas, além de arrancarem meio-fio, abriram enormes crateras nas vias, destruindo tudo que estava pela frente.
Na zona rural, o grande volume de água nos córregos e ribeirões danificou pontes e plantações. Houve também um grande deslizamento de terras no morro acima da captação de água da SANEPAR. As águas do Ribeirão do Meio transbordaram e arrancaram árvores, postes de energia elétrica e a queda da ponte que dá acesso a captação.
A prefeitura já deu inicio à limpeza da área, disponibilizando a retro e pá carregadeira, para que o abastecimento de água fosse normalizado o mais breve possível.
Na rodovia BR-153, que dá acesso à capital do Estado, no trecho conhecido como Pedreira, devido ao grande volume de água, se formaram várias cascatas, as quais invadiram a pista ocasionando lâminas de água. Um pouco mais a frente, houve um deslizamento de terras e quedas de árvores, deixando a via interditada em meia-pista. Os prejuízos financeiros ainda não foram contabilizados em Ibaiti, mas diante dos estragos causados pelo temporal que atingiu a área rural e perímetro urbano, o prefeito decretou situação de emergência no município e será traçado um plano emergencial de ações juntamente com a secretaria de obras, secretaria de assistência social e Defesa Civil, que devem dar início às obras de recuperação das principais vias de acesso entre a zona rural e a cidade o mais rápido possível, bem como nas demais áreas atingidas. O prefeito Luiz Carlos dos Santos, o Peté, ressaltou que a situação no município está complicada. “Nós colocamos todos os nossos profissionais e técnicos para atuar e minimizar o quanto antes os problemas e transtornos causados por esses temporais. Ainda estávamos nos recuperando dos problemas anteriores e, por isso, pedimos um pouco de compreensão à população”, suplicou.
Grupos iniciam ajuda para
desabrigados de Sengés
O prefeito de Sengés, Walter Juliano Doria,
afirma que a população está precisando de
roupas de cama, cobertores e vestimentas
DA ASSESSORIA - A desempregada Chirlei Silva, moradora de Sengés, perdeu móveis, alimentos e roupas na enchente do Rio Jaguaricatu, na noite de sexta-feira, 29. A água subiu até o teto de sua residência. O morador Claudinei Werneck levou a bebê e a esposa para o abrigo instalado no salão da igreja matriz enquanto espera ajuda do prefeito para recomeçar a vida. Para ajudar essas e tantas outras pessoas afetadas pela chuva, campanhas de donativos estão sendo organizadas. A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) lançou a campanha “Os Campos Gerais por Sengés”. Segundo a diretora administrativa da Associação, Danielle Oliveira, cada cidade da região irá receber os donativos e avisar a AMCG, que organizará a entrega. O Paraná Clube também vai receber donativos neste fim de semana. A direção do clube quer aproveitar a presença de cerca de 8 mil pessoas no clássico com o Atlético, no domingo à tarde, na vila Capanema, para promover a campanha “SOS Norte Pioneiro”.
O prefeito de Sengés, Walter Juliano Doria, afirma que a população está precisando de roupas de cama, cobertores e vestimentas. “A água já está sendo restabelecida”, afirma o prefeito, que decretou situação de emergência. “Ainda não calculamos os prejuízos porque estamos mais preocupados em ajudar os desabrigados”, explica.
A cidade ainda tem 100 desabrigados (em alojamentos públicos) e 300 desalojados (em casas de parentes).
A entrega dos donativos a Sengés será agilizada após a construção de desvios temporários. A concessionária Rodonorte previu que, se não chovesse até esta sexta-feira os desvios do quilômetro 8, da rodovia PR-239 (acesso a Itararé-SP) e do quilômetro 182, da PR-151 (acesso a Jaguariaíva) estariam prontos. Por enquanto, para chegar à cidade é preciso usar uma estrada de terra em condições precárias.
Sobra água no rio,
falta água nas torneiras
Falta de água impede que as famílias
atingidas pela cheia do Rio das Cinzas
consigam voltar para as suas casas.
Sem água, os desabrigados e desalojados
não conseguem lavar o que restou da enchente
DA ASSESSORIA - Boa parte dos nove mil habitantes de Tomazina, ainda está sofrendo com a falta de água e de alimentos. Muitos não têm sequer água para beber, cozinhar e tomar banho. Sem abastecimento desde sábado, a prefeitura está pedindo a ajuda de doações, que têm chegado principalmente de Siqueira Campos e Wenceslau Braz. A água está sendo trazida em caminhões-pipa, que abastecem pequenos reservatórios instalados em colégios e no Santuário de Santo Inocêncio, onde está parte dos desabrigados. Nos lugares mais distantes, como nos bairros rurais, água e comida só chegam em embarcações. A falta de água também impede que as famílias atingidas pela cheia do Rio das Cinzas consigam voltar para as suas casas. Sem água, os desabrigados e desalojados não conseguem lavar o que restou da enchente, como a própria casa.
Hospital
No quartos e na enfermaria do Hospital São Vicente de Paulo, o único da cidade, a água chega em baldes. A lavagem das roupas de cama e dos pacientes está prejudicada. “Nosso problema é a escassez da água. Por isso estamos precisando da ajuda dos moradores das cidades vizinhas para doações de roupas de cama, de toalhas, fronhas, enfim, tudo o que puder ajudar no atendimento a pacientes”, explica a enfermeira-chefe da unidade de saúde, Daniela Salomão. Para evitar mais transtornos, casos de baixa complexidade estão recebendo alta rapidamente. “Não temos vítimas das chuvas, por isso o movimento é normal, mas, de qualquer maneira, estamos atendendo apenas casos de urgência, além de partos normais e cesarianas”, contou a enfermeira. Como os postos de saúde não estão atendendo por causa da falta de água e, em alguns bairros, também por falta de energia elétrica, os servidores públicos formaram equipes de atendimento diretamente nos bairros mais atingidos, onde também estão funcionando cozinhas comunitárias.
Na Avenida da Prainha, que margeia o Rio das Cinzas, as casas que não foram levadas pela força da água desmoronaram. De acordo com a prefeitura da cidade, havia cerca de 150 pessoas desabrigadas e mais seis famílias alojadas no salão paroquial.
As chuvas que caíram na sexta-feira e no sábado em Tomazina foram equivalentes ao que normalmente chove em três meses. De acordo com o Instituto Simepar, a chuva atingiu a marca de 232 milímetros, o que é um recorde – de acordo com registros da própria prefeitura da cidade, não chovia assim desde a década de 1950, quando uma enchente causou o transbordamento do Rio das Cinzas.
De acordo com o prefeito Guilherme Cury Saliba Costa, que esteve em viagem à Brasília, providências emergenciais estão sendo tomadas para diminuir o sofrimento das pessoas que perderam tudo que possuíam. “Estamos cientes da catástrofe e trabalhamos incessantemente para melhorar essa situação que nos pegou de surpresa. Em breve tudo será regularizado”, destacou Guilherme.
Serviço dos bombeiros vai chegar
a 80% dos paranaenses neste ano
Desde o início do programa Bombeiro Comunitário foram construídos 50 postos e, neste ano, serão financiados mais 25
DAS AGÊNCIAS - Com a implantação da segunda fase do programa Bombeiro Comunitário, o atendimento chegará a 80% dos paranaenses até o fim deste ano. Em 2003, cerca de 60% da população tinha postos de bombeiros em seu município. Desde o início do projeto, foram construídos 50 postos, em pequenos municípios e, neste ano, serão financiados mais 25. Os números foram apresentados pelo secretário-chefe da casa militar e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Washington Alves da Rosa, nesta terça feira (26), durante a escola de governo. Pelo programa, o Estado financia a construção dos postos, com 20% do valor a fundo perdido, fornece caminhões de combate a incêndios e treina funcionários da prefeitura para atuarem como bombeiros. Os municípios fornecem o terreno, pagam os funcionários e mantém o posto. “O programa foi um sucesso desde seu projeto-piloto e garante atendimento imediato, com pessoas preparadas para emergências”, afirmou o coronel Washington.
Os bombeiros comunitários foram idealizados para prestar atendimento em pequenos municípios, com mais de 15 mil habitantes, já que, nessas cidades, havia falta de estrutura para emergências. “Apesar de as comissões de Defesa Civil estarem em todo o Estado, na prática, por falta de pessoal e equipamentos, a maioria dos municípios ficava sem atendimento especializado”, explicou.
Do total de ocorrências no Paraná, desde 2003, os bombeiros comunitários foram responsáveis por 12% dos atendimentos, a maioria combate a incêndios florestais. “Antigamente, um pequeno incêndio tomava proporções gigantescas, causando grandes danos ambientais”, lembrou o coronel Washington.
Segundo explicou o chefe da Casa Militar, o governo do Estado, além de criar os bombeiros comunitários, também investiu nos militares, que ocupam 48 postos nas maiores cidades do Estado. “O maior investimento da história do bombeiro militar foi feito no atual governo”, afirmou o coronel Washington. Cerca de R$ 57 milhões foram usados na compra de helicópteros, caminhões, ampliação do atendimento do Siate, compra de materiais de resgate, construção de quartéis e piscinas para treinamento. Além disso, foram contratados 300 bombeiros e um novo concurso vai selecionar mais 400, que começam o treinamento a partir de abril.
Com incentivos do município,
confecção se destaca em Salto
A fábrica é responsável por produzir todos os artigos
relacionados à jeans, como calças e shorts
DA REDAÇÃO - O Jornal do Paraná entrevistou na última semana a gerente de uma fábrica de confecções, Bruna Rafaela da Cunha, do município de Salto do Itararé, propriedade de Sérgio e Shirley Tebon, os quais possuem outras unidades em Quatiguá e Siqueira Campos. Segundo a gerente, aproximadamente 70 pessoas estão trabalhando na fábrica. “A geração de emprego em Salto é grande, pois temos recebido grande apoio do nosso prefeito Israel Domingos e isso é importante para que sonhos sejam realizados”, afirmou, lembrando que o barracão onde a fábrica está localizada foi cedido pelo prefeito. “Antes de trabalharmos aqui, trabalhávamos num outro barracão, alugado”, disse.
A fábrica é responsável em produzir todos os artigos relacionados a jeans, como calças e shorts. “A confecção é realizada por nós, no entanto, mandamos para o Estado de São Paulo, onde é feito o acabamento das peças”, explicou Bruna.
Sobre o treinamento dos funcionários a gerente revelou que é feito todos os dias na parte da tarde para que o produto fabricado seja sempre de alta qualidade. “Nem todos os que entram trabalhar conosco têm experiência na área de confecções. Nós tiramos a parte da tarde para ensinar as pessoas para que desempenhem sua função da melhor maneira possível”, afirmou.
O prefeito Israel Domingos destacou a importância da fábrica em Salto. “Nossa comunidade é privilegiada de oferecer tantos empregos como acontece nessa empresa. É gratificante ver nossos munícipes satisfeitos e empregados”, finalizou o prefeito saltense.
Sistema de saúde de Pinhalão
passa por reformas para oferecer
um melhor atendimento
Segundo o secretário de saúde do município,
a intenção é melhorar o espaço físico do local,
para que a população possa ser atendida de modo diferenciado
DA REDAÇÃO - A secretaria de saúde de Pinhalão vem procurando fazer o melhor para a população. Em vista disso estão sendo realizadas reformas no sistema de saúde, melhorando o espaço físico para proporcionar aos munícipes um atendimento diferenciado. De acordo com Valdenir Vidal, secretário de saúde da cidade, será de grande valia as mudanças que ocorrerão. “Nosso espaço era um prédio muito antigo, mas agora estamos nos preparando para usufruirmos de um local melhor e atender melhor a nossa comunidade. Temos um pequeno espaço que está sendo ampliado, mas basicamente a obra consiste em reformas”, disse.
Vidal, que trabalha há treze anos na secretaria e cinco, como secretário, revelou que pretende conversar com o prefeito sobre um projeto de ampliação do posto da vila Guarani. “Queremos visar sempre o melhor e vamos conversar com o prefeito sobre esse projeto”, disse, lembrando que o município já conseguiu um Centro de Atendimento à Saúde da Mulher e da Criança. “Já foi aprovado e em breve estaremos iniciando as obras”.
O secretário lembrou também que foi conseguido a fundo perdido, do ministério da saúde, uma nova unidade básica do centro de saúde e que anseia que seja montado no município um laboratório próprio.
“Na vila Guarani o atendimento já está sendo feito. Já existe um posto de saúde que tem atendimento, agora vamos fazer uma sala de dentista e o calçamento das ruas já no próximo mês. Temos também a reforma do posto central, na qual vamos investir R$ 105 mil, através de verbas federais”, disse o prefeito municipal Claudinei Benetti.
Outras obras
Pinhalão conquistou mais uma benfeitoria junto ao governo do Estado. Desta vez foi um recape asfáltico nos principais acessos da cidade, obra que está inclusa no programa estadual de recuperação asfáltica de pavimentos em vias urbanas. O empreendimento se dará em conjunto com o DER-PR, o SEDU Paranacidade, secretaria de Estado dos transportes e secretaria de Estado de desenvolvimento urbano.
O investimento é de R$ 200 mil e vem como a solução final de problemas antigos em trechos da rua Antonio de Oliveira Mariano, na saída para Tomazina.
Além deste trecho, a ponte de acesso à Pinhalão também ganhará nova pavimentação, reperfilamento do seu leito carroçável e limpeza dos extravasores de águas superficiais, acabando assim com as poças que se formavam sobre ela e dificultavam a travessia, tanto por pedestres quanto por veículos.
Liechocki aposta que 2010
será um ano de investimentos
Como presidente eleito da Amunorpi,
prefeito siqueirense revela que irá trabalhar
muito para o fortalecimento da região
DA ASSESSORIA - O prefeito Luiz Antonio Liechocki afirmou que está confiante com o ano de 2010, mesmo sendo um ano eleitoral e de copa do mundo, onde o país praticamente pára e também se mostrou otimista com as possibilidades de investimentos no município. Luiz Antonio explicou que em 2009 as coisas foram difíceis, pois teve que segurar os investimentos para manter a integridade da máquina pública, já que a queda de arrecadação foi muito forte e aliada às condições climática, onde as chuvas prejudicaram estradas rurais e urbanas.
Para 2010, Luiz disse que a prefeitura irá investir na compra de novos equipamentos. Na manhã da segunda-feira (18) ele já negociava com órgão do governo, recursos para compra de caminhões e moto niveladora (patrola). “Vou renovar a frota municipal para economizar na manutenção e essa economia vai proporcionar mais investimentos na geração empregos, através de compra de novas máquinas para o incentivo à industrialização” explicou Luiz.
Outro destaque para esse início de ano são as obras de revitalização da baixada, onde serão mais de R$ 500 mil investidos, para que sejam resolvidos os problemas de alagamento. Liechocki, eleito presidente da Amunorpi no fim do ano passado, deve tomar posse no dia 26 de fevereiro em uma reunião solene em Siqueira Campos. Ele comentou que tem grandes expectativas à frente da instituição e argumentou que após a posse vai percorrer todos os municípios da Amunorpi para discutir o fortalecimento da região.
Luiz acredita que a união dos prefeitos pode resultar em força política, que conseqüentemente trará mais investimentos para o norte pioneiro.
CHUVA, MEIO AMBIENTE
E REFORMA URBANA
Luiz Claudio Romanelli - Estive na semana passada no norte pioneiro e minha agenda política acabou substituída de forma dramática pelas fortes chuvas que atingiram a região e pelos imensos danos e sofrimentos das populações atingidas. Acompanhei desde a última quinta-feira as conseqüências das enchentes e sou testemunha da rápida ação do governo do Estado para reparar as estradas e atender as famílias desabrigadas. As cidades mais atingidas, como Sengés, Tomazina e Pinhalão, tiveram grandes áreas isoladas devido à queda de pontes e barreiras. Houve cinco mortes registradas até agora (em Sengés), além de desaparecidos e mais de quatro mil pessoas atingidas nos municípios da região.
Na grande Curitiba, as chuvas também provocaram graves problemas, particularmente em Campo Magro, onde há 80 famílias desalojadas e que perderam praticamente todos os seus bens.
A previsão é de muita chuva até abril, o que nos faz temer a repetição desse drama. As catástrofes climáticas estão se tornando cada vez mais comuns e mais sérias e não dá para ignorar que é a ação do homem, sua agressão irresponsável ao meio ambiente, a responsável por esses desastres.
As chuvas, furacões e outros fenômenos, por piores que sejam, não provocariam tantos danos se o meio ambiente não estivesse tão degradado. A destruição das matas ciliares, o desmatamento e outros crimes ambientais, cometidos quase sempre sob os auspícios de grandes interesses econômicos, estão rapidamente condenando o mundo em que vivemos.
O problema é ainda mais sério nas cidades, onde a especulação imobiliária leva milhares e milhares de pessoas a terem, como única alternativa de moradia, áreas de risco, encostas de morros e beira de rios. Os alagamentos e desabamentos se sucedem. As pessoas perdem suas casas, todos os seus bens e, não tão raramente como se supõe, suas próprias vidas.
O governo do Paraná agiu rapidamente no enfrentamento das conseqüências das enchentes. Todas as medidas emergenciais estão sendo tomadas. O governo federal, por sua vez, deve decidir esta semana a destinação de R$ 394 milhões para socorrer as cidades atingidas pelas enchentes no Paraná, de acordo com informação da secretária nacional de Defesa Civil, Ivone Maria Valente. É o PAC das Enchentes, cujos recursos estão sujeitos a menos trâmites burocráticos e, portanto, podem ser enviados e utilizados com maior rapidez.
Tudo isso é meritório. Porém, é bom ter claro que com essas medidas estamos simplesmente correndo atrás dos fatos, e não atacando suas causas, impedindo que eles se repitam.
Por isso, merece registro o alerta do governador Roberto Requião que em meio às ações emergenciais de seu governo para minorar o sofrimento da população atingida, chamou a atenção para os problemas ambientais que agravam os danos provocados pelas chuvas. É importante também apontar que o drama vivido pelas cidades brasileiras nesse período de chuvas intensas só tende a aumentar e não necessariamente em função de maior precipitação pluviométrica, se não for feita uma profunda reforma urbana, que garanta moradia decente e um meio ambiente sadio para todos.
38 vagas na prefeitura de
Joaquim Távora
As provas serão realizadas no dia
07 de março, a partir das 14h00, em local
a ser definido. O candidato poderá se inscrever
no concurso pelo site www.prosperity1.com.br
DA ASSESSORIA - O prefeito de Joaquim Távora, Cláudio Revelino, confirmou nesta terça-feira, dia 02, que o município promoverá concurso público de provas de títulos e prova prática. Os interessados em se inscrever deverão comparecer com a documentação ao posto de inscrição até o dia 18, das 8h00 às 11h30 e das 13h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira, no departamento municipal de assistência e desenvolvimento social, na rua Rui Barbosa, nº 303.
Informações podem ser obtidas pelo telefone (43) 3559-2624 e no site www.prosperity1.com.br. O candidato pode optar por inscrever-se no concurso pelo site.
As provas serão realizadas em Joaquim Távora no dia 07 de março, a partir das 14h00, em local a ser definido.
Vagas e Salários
As 38 oportunidades são para Bibliotecário (1 vaga) R$ 1.400, Engenheiro Civil (1) R$ 2.288,94, Médico (2 vagas) R$ 4.250,99, Médico Veterinário (1) R$ 1.788,41, Assistente Social (1) R$ 2.300,00, Nutricionista (1) R$ 1.788,41, Enfermeiro (1) R$ 2.300,00, Psicólogo (1) R$ 2.300,00, Técnico em Enfermagem (2) R$ 956,37, Técnico em Contabilidade (1) R$ 1.905,58, Técnico em Informática (1) R$ 956,37, Assistente Administrativo (2) R$ 465,00, Professor (Magistério) (1) R$ 488,80, Professor Língua Inglesa (1) R$ 488,80, Professor Educação Física (1) R$ 488,80, Servente (2) R$ 465,00, Operador de Máquinas (Retro Escavadeira) (1) R$ 1.200,16, Operador de Máquinas (Motoniveladora) (1) R$ 1.200,16, Operador de Trator Agrícola (1) R$ 888,99, Operário (3) R$ 465,00, Vigia (1) R$ 466,69, Gari (3) R$ 465,00, Agente Comunitário de Saúde (1) R$ 465,00, Médico (2) R$ 7.779,98, Enfermeiro (2) R$ 1.812,55, Dentista (1) R$ 1.721,91, Auxiliar de Consultório Odontológico (1) R$ 551,90 e Técnico em Higiene Dental (1) R$ 599,53.
Desalojados de Wenceslau Braz são atendidos pela assistência social
Treze famílias foram socorridas no dia
da tragédia, no entanto somente seis
permanecem no abrigo preparado pela
prefeitura, na praça dos festejos
DA REDAÇÃO - Uma semana se passou desde que as fortes chuvas atingiram várias cidades do norte pioneiro, deixando centenas de pessoas desabrigadas. Em Wenceslau Braz, a vila Los Angeles foi a principal prejudicada.
Segundo a secretária de assistência social, Claudete Tereza Pereira Costa, seis famílias estão abrigadas no pavilhão de eventos da praça dos festejos, próximo ao ginásio de esportes. “No dia em que aconteceu essa tragédia, nós nos prontificamos em estar rapidamente atendendo a todos. Foram retiradas do local umas 13 famílias, das quais, seis permanecem no abrigo que preparamos próximo ao ginásio. As demais resolveram ficar em casas de parentes ou amigos”, esclareceu a secretária.
Claudete informou ainda que apesar de muitas famílias não terem permanecido no local preparado pela prefeitura, estão sendo atendidas com cestas básicas e água. “Independente de estarem ou não no alojamento que preparamos, todas estão sendo atendidas com água, alimentação e roupas”, disse a Claudete, lembrando ainda que existem outras famílias que estão em área de risco, no entanto se recusaram a deixar a residência. “Estamos vendo mais pessoas que devem deixar suas casas. Muitos ficam receosos quanto a seus pertences, mas estamos trabalhando para atender a todas da melhor forma, tirando-as de locais onde possa haver perigo”, explicou.
O prefeito municipal Atahyde Ferreira dos Santos Junior está buscando ajuda para atender melhor a população. “O que nós queremos é cuidar da melhor maneira possível dessas pessoas que tiveram que deixar suas casas e ficar em abrigos ou em casa de parentes. Graças a Deus não tivemos tantos problemas graves, somente esse da vila Los Angeles, mas sem nenhuma vítima fatal. Independente de qualquer coisa, estaremos atendendo a todos”, finalizou o prefeito Taidinho.
Benetti se encontra com deputados
no intuito de solicitar ajuda às
famílias desabrigadas
Em viagem à Brasília o prefeito foi solicitar
ajuda ao município em função das enchentes
do último final de semana e também recursos
para recuperação de pontes e estradas
DA REDAÇÃO - O prefeito de Pinhalão, Claudinei Benetti, se reuniu no início dessa semana, em Brasília, com o deputado federal Odílio Balbinotti, para buscar apoio e solicitar recursos para amenizar os prejuízos causados pelas enchentes. Pinhalão teve dezenas de pontes destruídas, aterros e estradas rurais praticamente intransitáveis. “O caos é muito grande, tivemos muitas perdas, diversas casas terão que ser demolidas, tivemos prejuízo com nossos veículos, onde para recuperar teremos que investir aproximadamente R$ 250 mil”, disse Benetti.
Segundo o chefe de gabinete, Sidnei Bueno de Oliveira, a prefeitura estará viabilizando terrenos para que sejam construídas, com recursos do governo estadual e federal, novas moradias para as famílias atingidas. “Muitas casas terão que ser demolidas, no entanto ninguém ficará desabrigado, pois já estamos providenciando terrenos para a construção de novas residências”, destacou Oliveira.
Além do apoio que está recebendo do deputado Balbinotti, Pinhalão também conta com ajuda do senador Flávio Arns, o qual esteve no município na terça-feira, dia 02, oferecendo apoio na busca de recursos para a recuperação e atendimento ao que foi destruído pelas chuvas.
Produtores rurais de Jaboti
sofrem com danos nas plantações
devido às chuvas
Além da perda de bens, agricultores lamentam
o prejuízo que terão devido às plantações
de milho que foram devastadas pelas
fortes chuvas
DA REDAÇÃO - O pequeno município de Jaboti, não escapou da fúria da natureza do último dia 29. Em alguns bairros rurais houve inundações e a perda de muitos bens. A cheia do Rio das Cinzas causou estragos em diversas propriedades. Segundo um dos proprietários, Fernando Siqueira, cerca de 15 casas no bairro do Varzeão foram encobertas e os moradores precisaram da ajuda de tratores para limpar as ruas. Na tarde desta quarta-feira (03) a energia elétrica foi normalizada, todavia a maioria das residências está sem água potável.
A maior perda foi dos produtores rurais que além de perderem seus móveis, também sofreram danos nas plantações de milho. Barracões onde eram tirados leite, também não resistiram ao temporal. “Pra nós é um prejuízo muito grande, pois teremos que começar de novo.
Além dos bens que perdemos, perdemos nosso ‘ganha pão’. É uma triste realidade”, lamentou um dos prejudicados.
Lutando por um novo começo
São José da Boa Vista, que há alguns anos
foi prejudicada por chuvas fortes, como as
ocorridas na última sexta e sábado, junta
forças para reparar os estragos
DA REDAÇÃO - Depois de ter perdido 72 pontes, após as fortes chuvas ocorridas há uma semana, São José da Boa Vista luta para se reerguer. Foram perdas incalculáveis e prejuízos gigantescos para o município, que foi o primeiro a decretar situação de emergência no Paraná. A Defesa Civil acredita que, nos próximos dias, o mesmo deve acontecer com outras cidades que estão avaliando os danos causados pela chuva. Segundo o Tenente Pinheiro, o município em situação de emergência elabora um relatório com os prejuízos, a Defesa Civil avalia e encaminha um pedido formal ao governo federal para que seja reconhecida a situação.
Cidades em situação de emergência podem ser beneficiadas por verbas do governo e os habitantes prejudicados podem sacar o fundo de garantia caso sejam comprovados os danos na cidade. As verbas só são liberadas a partir do momento em que o governo federal reconhecer a situação do município e publicar a decisão no Diário Oficial da União. Dilceu Bona, que enfrentou a mesma situação há quatro anos, expressa sua fé e esperança por dias melhores. “Não perdemos o ânimo, temos que continuar lutando, vamos nos reerguer e mostrar que demos a volta por cima e saímos vencedores de mais um grande problema”, afirmou Bona.
Pane na telefonia deixa
boavistenses sem comunicação
Segundo informações, a lâmina de um trator
de esteira de uma empresa particular teria
arrebentado os cabos de fibra ótica
enterrados às margens da estrada
DA ASSESSORIA - A cidade de São José da Boa Vista ficou sem comunicação durante uma boa parte da manhã desta quinta-feira, dia 04. A pane nas telefonias fixa e móvel ocorreu porque um trator de esteira de uma empresa particular estaria fazendo uma terraplanagem nas proximidades do bairro Olho D’água, na zona rural do município.
Segundo informações de pessoas que passavam pelo local, a lâmina do trator teria arrebentado os cabos de fibra ótica enterrados às margens da estrada que liga a cidade ao bairro da Mangueirinha, também na zona rural.
De acordo com as informações, por causa do incidente, a cidade de Arapoti também teria ficado sem o serviço telefônico pelo mesmo espaço de tempo, porém, isso não foi confirmado pela concessionária. O sinal foi restabelecido e voltou ao normal no início da tarde de ontem.
Rainha das colinas também sofre
pelas fortes chuvas do último sábado
Moradores, servidores e autoridades públicas contabilizam os estragos causados pela forte
chuva que atingiu Ibaiti. Várias casas foram
afetadas pelos desmoronamentos e pela enxurrada
DA ASSESSORIA/REDAÇÃO - As chuvas sem fim, entre sexta (29) e sábado (30), causaram inúmeras destruições, como a queda de árvores, pedras, pontes, postes da rede de energia elétrica e a proliferação de buracos nas vias públicas do município de Ibaiti. Moradores, servidores e autoridades públicas contabilizam os estragos causados pela forte chuva que atingiu a cidade. Várias casas foram afetadas pelos desmoronamentos e pela enxurrada.
Logo pela manhã, técnicos da Defesa Civil, a secretária de obras, viação e serviços urbanos e a assistente social da prefeitura visitaram as zonas mais afetadas para ver a gravidade dos problemas nas residências, além de cooperar com a limpeza e remoção das famílias para locais seguros. Nenhuma pessoa ficou ferida durante os estragos causados pelas chuvas e desmoronamentos e ninguém ficou desabrigado.
Os bairros mais atingidos foram o São Cristóvão, Conjunto João Edmundo de Carvalho e Jardim Pérola, onde as fortes enxurradas, além de arrancarem meio-fio, abriram enormes crateras nas vias, destruindo tudo que estava pela frente.
Na zona rural, o grande volume de água nos córregos e ribeirões danificou pontes e plantações. Houve também um grande deslizamento de terras no morro acima da captação de água da SANEPAR. As águas do Ribeirão do Meio transbordaram e arrancaram árvores, postes de energia elétrica e a queda da ponte que dá acesso a captação.
A prefeitura já deu inicio à limpeza da área, disponibilizando a retro e pá carregadeira, para que o abastecimento de água fosse normalizado o mais breve possível.
Na rodovia BR-153, que dá acesso à capital do Estado, no trecho conhecido como Pedreira, devido ao grande volume de água, se formaram várias cascatas, as quais invadiram a pista ocasionando lâminas de água. Um pouco mais a frente, houve um deslizamento de terras e quedas de árvores, deixando a via interditada em meia-pista. Os prejuízos financeiros ainda não foram contabilizados em Ibaiti, mas diante dos estragos causados pelo temporal que atingiu a área rural e perímetro urbano, o prefeito decretou situação de emergência no município e será traçado um plano emergencial de ações juntamente com a secretaria de obras, secretaria de assistência social e Defesa Civil, que devem dar início às obras de recuperação das principais vias de acesso entre a zona rural e a cidade o mais rápido possível, bem como nas demais áreas atingidas. O prefeito Luiz Carlos dos Santos, o Peté, ressaltou que a situação no município está complicada. “Nós colocamos todos os nossos profissionais e técnicos para atuar e minimizar o quanto antes os problemas e transtornos causados por esses temporais. Ainda estávamos nos recuperando dos problemas anteriores e, por isso, pedimos um pouco de compreensão à população”, suplicou.
Grupos iniciam ajuda para
desabrigados de Sengés
O prefeito de Sengés, Walter Juliano Doria,
afirma que a população está precisando de
roupas de cama, cobertores e vestimentas
DA ASSESSORIA - A desempregada Chirlei Silva, moradora de Sengés, perdeu móveis, alimentos e roupas na enchente do Rio Jaguaricatu, na noite de sexta-feira, 29. A água subiu até o teto de sua residência. O morador Claudinei Werneck levou a bebê e a esposa para o abrigo instalado no salão da igreja matriz enquanto espera ajuda do prefeito para recomeçar a vida. Para ajudar essas e tantas outras pessoas afetadas pela chuva, campanhas de donativos estão sendo organizadas. A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) lançou a campanha “Os Campos Gerais por Sengés”. Segundo a diretora administrativa da Associação, Danielle Oliveira, cada cidade da região irá receber os donativos e avisar a AMCG, que organizará a entrega. O Paraná Clube também vai receber donativos neste fim de semana. A direção do clube quer aproveitar a presença de cerca de 8 mil pessoas no clássico com o Atlético, no domingo à tarde, na vila Capanema, para promover a campanha “SOS Norte Pioneiro”.
O prefeito de Sengés, Walter Juliano Doria, afirma que a população está precisando de roupas de cama, cobertores e vestimentas. “A água já está sendo restabelecida”, afirma o prefeito, que decretou situação de emergência. “Ainda não calculamos os prejuízos porque estamos mais preocupados em ajudar os desabrigados”, explica.
A cidade ainda tem 100 desabrigados (em alojamentos públicos) e 300 desalojados (em casas de parentes).
A entrega dos donativos a Sengés será agilizada após a construção de desvios temporários. A concessionária Rodonorte previu que, se não chovesse até esta sexta-feira os desvios do quilômetro 8, da rodovia PR-239 (acesso a Itararé-SP) e do quilômetro 182, da PR-151 (acesso a Jaguariaíva) estariam prontos. Por enquanto, para chegar à cidade é preciso usar uma estrada de terra em condições precárias.
Sobra água no rio,
falta água nas torneiras
Falta de água impede que as famílias
atingidas pela cheia do Rio das Cinzas
consigam voltar para as suas casas.
Sem água, os desabrigados e desalojados
não conseguem lavar o que restou da enchente
DA ASSESSORIA - Boa parte dos nove mil habitantes de Tomazina, ainda está sofrendo com a falta de água e de alimentos. Muitos não têm sequer água para beber, cozinhar e tomar banho. Sem abastecimento desde sábado, a prefeitura está pedindo a ajuda de doações, que têm chegado principalmente de Siqueira Campos e Wenceslau Braz. A água está sendo trazida em caminhões-pipa, que abastecem pequenos reservatórios instalados em colégios e no Santuário de Santo Inocêncio, onde está parte dos desabrigados. Nos lugares mais distantes, como nos bairros rurais, água e comida só chegam em embarcações. A falta de água também impede que as famílias atingidas pela cheia do Rio das Cinzas consigam voltar para as suas casas. Sem água, os desabrigados e desalojados não conseguem lavar o que restou da enchente, como a própria casa.
Hospital
No quartos e na enfermaria do Hospital São Vicente de Paulo, o único da cidade, a água chega em baldes. A lavagem das roupas de cama e dos pacientes está prejudicada. “Nosso problema é a escassez da água. Por isso estamos precisando da ajuda dos moradores das cidades vizinhas para doações de roupas de cama, de toalhas, fronhas, enfim, tudo o que puder ajudar no atendimento a pacientes”, explica a enfermeira-chefe da unidade de saúde, Daniela Salomão. Para evitar mais transtornos, casos de baixa complexidade estão recebendo alta rapidamente. “Não temos vítimas das chuvas, por isso o movimento é normal, mas, de qualquer maneira, estamos atendendo apenas casos de urgência, além de partos normais e cesarianas”, contou a enfermeira. Como os postos de saúde não estão atendendo por causa da falta de água e, em alguns bairros, também por falta de energia elétrica, os servidores públicos formaram equipes de atendimento diretamente nos bairros mais atingidos, onde também estão funcionando cozinhas comunitárias.
Na Avenida da Prainha, que margeia o Rio das Cinzas, as casas que não foram levadas pela força da água desmoronaram. De acordo com a prefeitura da cidade, havia cerca de 150 pessoas desabrigadas e mais seis famílias alojadas no salão paroquial.
As chuvas que caíram na sexta-feira e no sábado em Tomazina foram equivalentes ao que normalmente chove em três meses. De acordo com o Instituto Simepar, a chuva atingiu a marca de 232 milímetros, o que é um recorde – de acordo com registros da própria prefeitura da cidade, não chovia assim desde a década de 1950, quando uma enchente causou o transbordamento do Rio das Cinzas.
De acordo com o prefeito Guilherme Cury Saliba Costa, que esteve em viagem à Brasília, providências emergenciais estão sendo tomadas para diminuir o sofrimento das pessoas que perderam tudo que possuíam. “Estamos cientes da catástrofe e trabalhamos incessantemente para melhorar essa situação que nos pegou de surpresa. Em breve tudo será regularizado”, destacou Guilherme.
Serviço dos bombeiros vai chegar
a 80% dos paranaenses neste ano
Desde o início do programa Bombeiro Comunitário foram construídos 50 postos e, neste ano, serão financiados mais 25
DAS AGÊNCIAS - Com a implantação da segunda fase do programa Bombeiro Comunitário, o atendimento chegará a 80% dos paranaenses até o fim deste ano. Em 2003, cerca de 60% da população tinha postos de bombeiros em seu município. Desde o início do projeto, foram construídos 50 postos, em pequenos municípios e, neste ano, serão financiados mais 25. Os números foram apresentados pelo secretário-chefe da casa militar e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Washington Alves da Rosa, nesta terça feira (26), durante a escola de governo. Pelo programa, o Estado financia a construção dos postos, com 20% do valor a fundo perdido, fornece caminhões de combate a incêndios e treina funcionários da prefeitura para atuarem como bombeiros. Os municípios fornecem o terreno, pagam os funcionários e mantém o posto. “O programa foi um sucesso desde seu projeto-piloto e garante atendimento imediato, com pessoas preparadas para emergências”, afirmou o coronel Washington.
Os bombeiros comunitários foram idealizados para prestar atendimento em pequenos municípios, com mais de 15 mil habitantes, já que, nessas cidades, havia falta de estrutura para emergências. “Apesar de as comissões de Defesa Civil estarem em todo o Estado, na prática, por falta de pessoal e equipamentos, a maioria dos municípios ficava sem atendimento especializado”, explicou.
Do total de ocorrências no Paraná, desde 2003, os bombeiros comunitários foram responsáveis por 12% dos atendimentos, a maioria combate a incêndios florestais. “Antigamente, um pequeno incêndio tomava proporções gigantescas, causando grandes danos ambientais”, lembrou o coronel Washington.
Segundo explicou o chefe da Casa Militar, o governo do Estado, além de criar os bombeiros comunitários, também investiu nos militares, que ocupam 48 postos nas maiores cidades do Estado. “O maior investimento da história do bombeiro militar foi feito no atual governo”, afirmou o coronel Washington. Cerca de R$ 57 milhões foram usados na compra de helicópteros, caminhões, ampliação do atendimento do Siate, compra de materiais de resgate, construção de quartéis e piscinas para treinamento. Além disso, foram contratados 300 bombeiros e um novo concurso vai selecionar mais 400, que começam o treinamento a partir de abril.
Com incentivos do município,
confecção se destaca em Salto
A fábrica é responsável por produzir todos os artigos
relacionados à jeans, como calças e shorts
DA REDAÇÃO - O Jornal do Paraná entrevistou na última semana a gerente de uma fábrica de confecções, Bruna Rafaela da Cunha, do município de Salto do Itararé, propriedade de Sérgio e Shirley Tebon, os quais possuem outras unidades em Quatiguá e Siqueira Campos. Segundo a gerente, aproximadamente 70 pessoas estão trabalhando na fábrica. “A geração de emprego em Salto é grande, pois temos recebido grande apoio do nosso prefeito Israel Domingos e isso é importante para que sonhos sejam realizados”, afirmou, lembrando que o barracão onde a fábrica está localizada foi cedido pelo prefeito. “Antes de trabalharmos aqui, trabalhávamos num outro barracão, alugado”, disse.
A fábrica é responsável em produzir todos os artigos relacionados a jeans, como calças e shorts. “A confecção é realizada por nós, no entanto, mandamos para o Estado de São Paulo, onde é feito o acabamento das peças”, explicou Bruna.
Sobre o treinamento dos funcionários a gerente revelou que é feito todos os dias na parte da tarde para que o produto fabricado seja sempre de alta qualidade. “Nem todos os que entram trabalhar conosco têm experiência na área de confecções. Nós tiramos a parte da tarde para ensinar as pessoas para que desempenhem sua função da melhor maneira possível”, afirmou.
O prefeito Israel Domingos destacou a importância da fábrica em Salto. “Nossa comunidade é privilegiada de oferecer tantos empregos como acontece nessa empresa. É gratificante ver nossos munícipes satisfeitos e empregados”, finalizou o prefeito saltense.
Sistema de saúde de Pinhalão
passa por reformas para oferecer
um melhor atendimento
Segundo o secretário de saúde do município,
a intenção é melhorar o espaço físico do local,
para que a população possa ser atendida de modo diferenciado
DA REDAÇÃO - A secretaria de saúde de Pinhalão vem procurando fazer o melhor para a população. Em vista disso estão sendo realizadas reformas no sistema de saúde, melhorando o espaço físico para proporcionar aos munícipes um atendimento diferenciado. De acordo com Valdenir Vidal, secretário de saúde da cidade, será de grande valia as mudanças que ocorrerão. “Nosso espaço era um prédio muito antigo, mas agora estamos nos preparando para usufruirmos de um local melhor e atender melhor a nossa comunidade. Temos um pequeno espaço que está sendo ampliado, mas basicamente a obra consiste em reformas”, disse.
Vidal, que trabalha há treze anos na secretaria e cinco, como secretário, revelou que pretende conversar com o prefeito sobre um projeto de ampliação do posto da vila Guarani. “Queremos visar sempre o melhor e vamos conversar com o prefeito sobre esse projeto”, disse, lembrando que o município já conseguiu um Centro de Atendimento à Saúde da Mulher e da Criança. “Já foi aprovado e em breve estaremos iniciando as obras”.
O secretário lembrou também que foi conseguido a fundo perdido, do ministério da saúde, uma nova unidade básica do centro de saúde e que anseia que seja montado no município um laboratório próprio.
“Na vila Guarani o atendimento já está sendo feito. Já existe um posto de saúde que tem atendimento, agora vamos fazer uma sala de dentista e o calçamento das ruas já no próximo mês. Temos também a reforma do posto central, na qual vamos investir R$ 105 mil, através de verbas federais”, disse o prefeito municipal Claudinei Benetti.
Outras obras
Pinhalão conquistou mais uma benfeitoria junto ao governo do Estado. Desta vez foi um recape asfáltico nos principais acessos da cidade, obra que está inclusa no programa estadual de recuperação asfáltica de pavimentos em vias urbanas. O empreendimento se dará em conjunto com o DER-PR, o SEDU Paranacidade, secretaria de Estado dos transportes e secretaria de Estado de desenvolvimento urbano.
O investimento é de R$ 200 mil e vem como a solução final de problemas antigos em trechos da rua Antonio de Oliveira Mariano, na saída para Tomazina.
Além deste trecho, a ponte de acesso à Pinhalão também ganhará nova pavimentação, reperfilamento do seu leito carroçável e limpeza dos extravasores de águas superficiais, acabando assim com as poças que se formavam sobre ela e dificultavam a travessia, tanto por pedestres quanto por veículos.
Liechocki aposta que 2010
será um ano de investimentos
Como presidente eleito da Amunorpi,
prefeito siqueirense revela que irá trabalhar
muito para o fortalecimento da região
DA ASSESSORIA - O prefeito Luiz Antonio Liechocki afirmou que está confiante com o ano de 2010, mesmo sendo um ano eleitoral e de copa do mundo, onde o país praticamente pára e também se mostrou otimista com as possibilidades de investimentos no município. Luiz Antonio explicou que em 2009 as coisas foram difíceis, pois teve que segurar os investimentos para manter a integridade da máquina pública, já que a queda de arrecadação foi muito forte e aliada às condições climática, onde as chuvas prejudicaram estradas rurais e urbanas.
Para 2010, Luiz disse que a prefeitura irá investir na compra de novos equipamentos. Na manhã da segunda-feira (18) ele já negociava com órgão do governo, recursos para compra de caminhões e moto niveladora (patrola). “Vou renovar a frota municipal para economizar na manutenção e essa economia vai proporcionar mais investimentos na geração empregos, através de compra de novas máquinas para o incentivo à industrialização” explicou Luiz.
Outro destaque para esse início de ano são as obras de revitalização da baixada, onde serão mais de R$ 500 mil investidos, para que sejam resolvidos os problemas de alagamento. Liechocki, eleito presidente da Amunorpi no fim do ano passado, deve tomar posse no dia 26 de fevereiro em uma reunião solene em Siqueira Campos. Ele comentou que tem grandes expectativas à frente da instituição e argumentou que após a posse vai percorrer todos os municípios da Amunorpi para discutir o fortalecimento da região.
Luiz acredita que a união dos prefeitos pode resultar em força política, que conseqüentemente trará mais investimentos para o norte pioneiro.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Edição 319
ARTIGO ESPECIAL
CHUVA, MEIO AMBIENTE
E REFORMA URBANA
Luiz Claudio Romanelli - Estive na semana passada no norte pioneiro e minha agenda política acabou substituída de forma dramática pelas fortes chuvas que atingiram a região e pelos imensos danos e sofrimentos das populações atingidas. Acompanhei desde a última quinta-feira as conseqüências das enchentes e sou testemunha da rápida ação do governo do Estado para reparar as estradas e atender as famílias desabrigadas.
As cidades mais atingidas, como Sengés, Tomazina e Pinhalão, tiveram grandes áreas isoladas devido à queda de pontes e barreiras. Houve cinco mortes registradas até agora (em Sengés), além de desaparecidos e mais de quatro mil pessoas atingidas nos municípios da região.
Na grande Curitiba, as chuvas também provocaram graves problemas, particularmente em Campo Magro, onde há 80 famílias desalojadas e que perderam praticamente todos os seus bens.
A previsão é de muita chuva até abril, o que nos faz temer a repetição desse drama. As catástrofes climáticas estão se tornando cada vez mais comuns e mais sérias e não dá para ignorar que é a ação do homem, sua agressão irresponsável ao meio ambiente, a responsável por esses desastres.
As chuvas, furacões e outros fenômenos, por piores que sejam, não provocariam tantos danos se o meio ambiente não estivesse tão degradado. A destruição das matas ciliares, o desmatamento e outros crimes ambientais, cometidos quase sempre sob os auspícios de grandes interesses econômicos, estão rapidamente condenando o mundo em que vivemos.
O problema é ainda mais sério nas cidades, onde a especulação imobiliária leva milhares e milhares de pessoas a terem, como única alternativa de moradia, áreas de risco, encostas de morros e beira de rios. Os alagamentos e desabamentos se sucedem. As pessoas perdem suas casas, todos os seus bens e, não tão raramente como se supõe, suas próprias vidas.
O governo do Paraná agiu rapidamente no enfrentamento das conseqüências das enchentes. Todas as medidas emergenciais estão sendo tomadas. O governo federal, por sua vez, deve decidir esta semana a destinação de R$ 394 milhões para socorrer as cidades atingidas pelas enchentes no Paraná, de acordo com informação da secretária nacional de Defesa Civil, Ivone Maria Valente. É o PAC das Enchentes, cujos recursos estão sujeitos a menos trâmites burocráticos e, portanto, podem ser enviados e utilizados com maior rapidez.
Tudo isso é meritório. Porém, é bom ter claro que com essas medidas estamos simplesmente correndo atrás dos fatos, e não atacando suas causas, impedindo que eles se repitam.
Por isso, merece registro o alerta do governador Roberto Requião que em meio às ações emergenciais de seu governo para minorar o sofrimento da população atingida, chamou a atenção para os problemas ambientais que agravam os danos provocados pelas chuvas.
É importante também apontar que o drama vivido pelas cidades brasileiras nesse período de chuvas intensas só tende a aumentar e não necessariamente em função de maior precipitação pluviométrica, se não for feita uma profunda reforma urbana, que garanta moradia decente e um meio ambiente sadio para todos.
Chuva reduz produtividade do feijão,
mas safra deverá ser 13% superior
à de 2009
Em janeiro, a colheita do feijão aumentou,
chegando a 65% da área plantada, mas
com queda de 11% na produtividade,
devido à chuva
DAS AGÊNCIAS - Embora favoreçam o desenvolvimento da maioria das culturas da estação, as chuvas frequentes deste verão prejudicam a produtividade do feijão primeira safra e causam a incidência de ferrujem na soja. Em janeiro, a colheita do feijão aumentou, chegando a 65% da área plantada. Porém, as chuvas reduziram em 11% a produtividade da leguminosa, estima o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral).
“Ainda assim, a safra de feijão deverá ser 13% maior que a do ano passado. O Estado deverá aumentar a produtividade média, superando a produção do ano passado”, lembra o secretário da agricultura e abastecimento, Valter Bianchini. O Deral previa uma produção de 537.424 toneladas no feijão primeira safra. Entretanto, após uma reavaliação de campo, estima agora que serão colhidas 476.626 toneladas da leguminosa. A chuva ainda não atrapalha a colheita das lavouras de soja e milho, que está em fase inicial, nem provoca prejuízos aos produtores. Por enquanto, apenas 1% da soja e 1,6% do milho foram colhidos. Nesta safra, os agricultores do Paraná plantaram 4,4 milhões de hectares de soja e deverão colher 13,4 milhões de toneladas do grão, em novo recorde de produção.
Milho
Já a área plantada de milho na segunda safra deve diminuir em 7%, passando de 1.514.734 hectares, em 2009, para 1.404.773 hectares, em 2010. “Aqui, novamente o motivo é o baixo preço. Contudo, se as condições climáticas forem favoráveis, a produção poderá ficar 35% acima da obtida em 2009, quando foi prejudica pela estiagem”, afirma Bianchini.
Segunda Safra
Os técnicos do Deral concluíram a primeira pesquisa de intenção de plantio para a segunda safa de feijão e de milho. O estudo apurou expectativa de redução em 22% na área plantada de feijão, que deve passar de 265.127 hectares, em 2009, para 1.404.773 hectares, em 2010.
Jaguariaíva empossa 87
aprovados em concurso
O evento aconteceu no Clube Recreativo
Municipal e foi prestigiado pelos secretários
municipais, pelo prefeito Otélio Renato Baroni
e por amigos e familiares dos aprovados
DA ASSESSORIA - Uma cerimônia de posse marcou o ingresso de 87 novos funcionários na prefeitura de Jaguariaíva, na manhã de segunda-feira, 25 de janeiro. O evento aconteceu no Clube Recreativo Municipal e foi prestigiado pelos secretários municipais, pelo prefeito Otélio Renato Baroni e por amigos e familiares dos aprovados.
Dentre os 87 empossados, a maioria está vinculada à secretaria de educação, cultura e esporte. Além da área educacional, foram contratados profissionais para a área de saúde e assistência social. Assumiram 14 professores, 55 educadores infantis, 12 cozinheiras/merendeiras, 3 auxiliares de serviços gerais, 1 enfermeira, 1 técnica em enfermagem e 1 fonoaudióloga.
A secretária de educação, Alcione Lemos, destacou a criação de cargos na área da educação. “Alguns dos cargos que vocês estão preenchendo hoje, como educador infantil, foram criados nessa administração, como forma de melhorar o atendimento e cuidar das nossas crianças”, comentou.
O secretário de administração e recursos humanos, Josias Zacharow Pedroso, relatou a organização e seriedade do concurso. “Cada um dos aprovados está assumindo por mérito próprio. Nós organizamos um concurso sério e agora estamos colhendo os frutos desse trabalho, que foi acompanhado o tempo todo pelo ministério público e pelos órgãos trabalhistas da região”, explicou.
Baroni pediu garra e trabalho aos novos contratados. “Nós precisamos trabalhar e acabar com a imagem de que funcionário público não trabalha. Vamos ajudar Jaguariaíva a crescer e melhorar a vida da nossa população”, salientou.
Trinta famílias desabrigadas;
Benetti busca recursos em Brasília
A garagem municipal e o pátio de máquinas que também foram inundados pela água, tiveram seus veículos condenados. “Quatro de nossos veículos não poderão mais ser utilizados. Serão necessários R$ 250 mil para recuperação”, informou o chefe de gabinete.
Ontem, dia 02, o município de Pinhalão recebeu a visita do senador Flávio Arns, que prometeu buscar junto ao senado federal, recursos para ajudar na recuperação e atendimento ao que foi destruído.
O prefeito Claudinei Benetti, que já estava de viagem marcada para Brasília, aproveitará a oportunidade para pedir, junto ao ministério da defesa, mais recursos para atender a comunidade afetada.
Forncecimento de água deverá
voltar ao normal diz Sanepar
Bombas d'água foram prejudicadas
em Pinhalão, Tomazina, Siqueira Campos,
Wenceslau Braz, Ibaiti e Jaboti
DA ASSESSORIA - A Sanepar trabalha desde o sábado (30) para restabelecer o sistema de abastecimento de água que foi danificado pelas fortes chuvas na região. O problema mais crítico foi em Ibaiti, onde uma encosta cedeu levando árvores de grande porte e muita terra para dentro das instalações da captação de água, o que danificou conjuntos de motobombas e parte elétrica. Os sistemas de água de Pinhalão, Tomazina, Siqueira Campos, Wenceslau Braz e Jaboti também foram atingidos e a empresa de saneamento realizou obras emergenciais para o restabelecimento dos sistemas.
Em todas as cidades a estimativa é que cerca de 150 mil pessoas foram afetadas total ou parcialmente com o racionamento de água. Devido os danos causados pelas tempestades, a Sanepar em nota oficial solicita que o consumo da água reservada nas caixas d’água dos imóveis seja racionado, a fim de que o desabastecimento momentâneo não seja agravado.
No município de Wenceslau, o qual ficou sem abastecimento de água durante dois dias, a água voltou, porém ontem já foi racionada novamente para ajustes nas instalações.
72 pontes arrasadas em
São José da Boa Vista
Segundo o prefeito municipal, Dilceu Bona,
o governador do Estado irá ajudar no que
for possível para recuperar a cidade
DA REDAÇÃO - O município de São José da Boa Vista, que está entre os que foram prejudicados pelas fortes chuvas, passa momentos difíceis após a enchente. O prefeito Dilceu Bona conversou no último domingo com o governador do Estado do Paraná, Roberto Requião e disse que irá fazer um levantamento do prejuízo. “Ele viu o que aconteceu e vai nos ajudar dentro das condições do governo do Estado”, disse.
Segundo o chefe do executivo, 72 pontes foram arrastadas, devido às chuvas, que fizeram com que os rios, riachos e até mesmo pequenos córregos transbordassem. “A situação não é fácil, há quatro anos essa mesma cena aconteceu, mas temos fé que vamos superar essa fase difícil e sairemos vencedores”, afirmou esperançoso.
No dia da grande tragédia, cerca de três mil pessoas ficaram isoladas. Uma das pontes que liga o centro à zona rural e ao município de Santana do Itararé foi parcialmente destruída.
De acordo com uma das moradoras entrevistadas pelo Jornal do Paraná, a qual não quis revelar o nome, o desespero das famílias na hora em que a chuva aumentou foi o mais chocante. “Eu ouvia crianças chorando com medo e os pais sem saber muito que fazer. Muitas dessas famílias já tinham poucas coisas em casa, agora tudo o que tinham está perdido. É uma triste realidade que infelizmente temos que enfrentar. Não dá pra acreditar que isso está acontecendo com a gente”, desabafou.
Após maior tragédia da história,
Tomazina contabiliza os prejuízos
Três dias após a enchente que destruiu
inúmeras pontes e invadiu casas e comércio,
prefeito revela que já começaram os trabalhos
para recuperação da cidade
DA REDAÇÃO - Um pouco de tempo para perder tudo. Essa foi uma das frases mais citadas pelos moradores que viviam nas encostas dos rio das Cinzas, o qual avançou rapidamente para a cidade na manhã do último sábado, dia 30.
Segundo Neiva do Valle, uma das moradoras prejudicadas pela chuva, o que importa é estar viva. “Perdi todos os móveis que tinha dentro de casa, a enchente começou em torno de sete horas da manhã, consegui tirar meu carro, roupas, minha geladeira, um forno microondas e outro forno. Tudo foi perdido, mas o mais importante é que não perdemos a vida. Começaremos tudo de novo”, afirmou confiante.
O sargento William Gonçalves dos Santos, da PM de Tomazina informou que o trabalho da polícia tem continuado normalmente, apesar da unidade ter sido totalmente tomada pelas águas. “Temos posto a mão na massa e contado com a ajuda da equipe de Wenceslau Braz e também de Jacarezinho. O pessoal tem se comovido e ajudado o próximo e isso é muito importante durante esse período difícil que muitas famílias estão vivendo”, disse. O prefeito Guilherme Cury Saliba Costa revelou ao Jornal do Paraná que uma das grandes preocupações no momento são também as propriedades rurais, as quais tiveram suas pontes perdidas e foram muito prejudicadas. “Infelizmente devido às chuvas que ocorreram no sábado estamos vivendo a maior tragédia da história de Tomazina. No Jardim Santo Antonio, mais de 50% das casas foram tomadas pela água e também a avenida da prainha e vários pontos comerciais. Uma grande preocupação é também a zona rural que deve ter sido muito prejudicada. A estimativa é de que aproximadamente trinta pontes tenham sido destruídas com as chuvas”, comentou o prefeito, afirmando que a ponte principal também deverá passar por vistorias pois pode ter sofrido algum dano.
“Vamos ter que reconstruir Tomazina. Graças a Deus podemos contar com várias ajudas políticas e também de moradores dispostos e de coração aberto”, disse o prefeito que embarcou para Brasília nesta segunda.
O governador Roberto Requião, que esteve na manhã de domingo em Tomazina, demonstrou também sua surpresa com tamanha destruição. “Tomazina foi uma das cidades mais atingidas, nunca houve uma enchente como essa na história do município. Em primeiro lugar já estamos fabricando pontes para auxiliar no transporte, vamos ajudar na questão das casas que foram atingidas e também estamos recomendando ao prefeito que dê uma olhada no plano diretor da cidade”, disse Requião.
Sobe para cinco o número de mortos no pior fim de semana de Sengés
As vítimas fatais estavam em casas que foram arrastadas pelo temporal em Sengés. Entre elas está uma criança de três anos
DA REDAÇÃO - A Defesa Civil informou que mais um corpo foi encontrado pela manhã desta segunda, dia 01, na cidade de Sengés, elevando para cinco o número de vítimas fatais da chuva na cidade. Entre as vítimas está uma criança de três anos. Sengés ficou isolada após o temporal na madrugada de sábado, que provocou alagamentos e mortes. Segundo a Defesa Civil, o corpo encontrado ontem manhã era de José Cícero da Silva, desaparecido desde o sábado. As vítimas fatais estavam em casas que foram arrastadas pelo temporal em Sengés. Na tarde de domingo foi encontrado o corpo de uma mulher. Sengés permanece ilhada e sem telefone. Mais de 50 homens da Defesa Civil trabalham no município. Dois helicópteros estão sendo usados.
Segundo o Instituto Meteorológico do Paraná (Simepar), na região de Sengés choveu, em 36 horas, mais da metade da média da precipitação de janeiro, de 471 milímetros. Entre sexta-feira e sábado foram registrados 215 milímetros.
Duzentas pessoas estão desalojadas em Sengés e, em uma rua, quase todas as casas foram inundadas. “O trabalho é complicado. Como o rio saiu da caixa e trouxe entulho, estamos fazendo trabalho nas margens do rio. As guarnições têm dificuldades para chegar ao local”, explicou o comandante da operação, major Samuel Prestes.
ARTIGO ESPECIAL
CHUVA, MEIO AMBIENTE
E REFORMA URBANA
Luiz Claudio Romanelli - Estive na semana passada no norte pioneiro e minha agenda política acabou substituída de forma dramática pelas fortes chuvas que atingiram a região e pelos imensos danos e sofrimentos das populações atingidas. Acompanhei desde a última quinta-feira as conseqüências das enchentes e sou testemunha da rápida ação do governo do Estado para reparar as estradas e atender as famílias desabrigadas.
As cidades mais atingidas, como Sengés, Tomazina e Pinhalão, tiveram grandes áreas isoladas devido à queda de pontes e barreiras. Houve cinco mortes registradas até agora (em Sengés), além de desaparecidos e mais de quatro mil pessoas atingidas nos municípios da região.
Na grande Curitiba, as chuvas também provocaram graves problemas, particularmente em Campo Magro, onde há 80 famílias desalojadas e que perderam praticamente todos os seus bens.
A previsão é de muita chuva até abril, o que nos faz temer a repetição desse drama. As catástrofes climáticas estão se tornando cada vez mais comuns e mais sérias e não dá para ignorar que é a ação do homem, sua agressão irresponsável ao meio ambiente, a responsável por esses desastres.
As chuvas, furacões e outros fenômenos, por piores que sejam, não provocariam tantos danos se o meio ambiente não estivesse tão degradado. A destruição das matas ciliares, o desmatamento e outros crimes ambientais, cometidos quase sempre sob os auspícios de grandes interesses econômicos, estão rapidamente condenando o mundo em que vivemos.
O problema é ainda mais sério nas cidades, onde a especulação imobiliária leva milhares e milhares de pessoas a terem, como única alternativa de moradia, áreas de risco, encostas de morros e beira de rios. Os alagamentos e desabamentos se sucedem. As pessoas perdem suas casas, todos os seus bens e, não tão raramente como se supõe, suas próprias vidas.
O governo do Paraná agiu rapidamente no enfrentamento das conseqüências das enchentes. Todas as medidas emergenciais estão sendo tomadas. O governo federal, por sua vez, deve decidir esta semana a destinação de R$ 394 milhões para socorrer as cidades atingidas pelas enchentes no Paraná, de acordo com informação da secretária nacional de Defesa Civil, Ivone Maria Valente. É o PAC das Enchentes, cujos recursos estão sujeitos a menos trâmites burocráticos e, portanto, podem ser enviados e utilizados com maior rapidez.
Tudo isso é meritório. Porém, é bom ter claro que com essas medidas estamos simplesmente correndo atrás dos fatos, e não atacando suas causas, impedindo que eles se repitam.
Por isso, merece registro o alerta do governador Roberto Requião que em meio às ações emergenciais de seu governo para minorar o sofrimento da população atingida, chamou a atenção para os problemas ambientais que agravam os danos provocados pelas chuvas.
É importante também apontar que o drama vivido pelas cidades brasileiras nesse período de chuvas intensas só tende a aumentar e não necessariamente em função de maior precipitação pluviométrica, se não for feita uma profunda reforma urbana, que garanta moradia decente e um meio ambiente sadio para todos.
Chuva reduz produtividade do feijão,
mas safra deverá ser 13% superior
à de 2009
Em janeiro, a colheita do feijão aumentou,
chegando a 65% da área plantada, mas
com queda de 11% na produtividade,
devido à chuva
DAS AGÊNCIAS - Embora favoreçam o desenvolvimento da maioria das culturas da estação, as chuvas frequentes deste verão prejudicam a produtividade do feijão primeira safra e causam a incidência de ferrujem na soja. Em janeiro, a colheita do feijão aumentou, chegando a 65% da área plantada. Porém, as chuvas reduziram em 11% a produtividade da leguminosa, estima o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral).
“Ainda assim, a safra de feijão deverá ser 13% maior que a do ano passado. O Estado deverá aumentar a produtividade média, superando a produção do ano passado”, lembra o secretário da agricultura e abastecimento, Valter Bianchini. O Deral previa uma produção de 537.424 toneladas no feijão primeira safra. Entretanto, após uma reavaliação de campo, estima agora que serão colhidas 476.626 toneladas da leguminosa. A chuva ainda não atrapalha a colheita das lavouras de soja e milho, que está em fase inicial, nem provoca prejuízos aos produtores. Por enquanto, apenas 1% da soja e 1,6% do milho foram colhidos. Nesta safra, os agricultores do Paraná plantaram 4,4 milhões de hectares de soja e deverão colher 13,4 milhões de toneladas do grão, em novo recorde de produção.
Milho
Já a área plantada de milho na segunda safra deve diminuir em 7%, passando de 1.514.734 hectares, em 2009, para 1.404.773 hectares, em 2010. “Aqui, novamente o motivo é o baixo preço. Contudo, se as condições climáticas forem favoráveis, a produção poderá ficar 35% acima da obtida em 2009, quando foi prejudica pela estiagem”, afirma Bianchini.
Segunda Safra
Os técnicos do Deral concluíram a primeira pesquisa de intenção de plantio para a segunda safa de feijão e de milho. O estudo apurou expectativa de redução em 22% na área plantada de feijão, que deve passar de 265.127 hectares, em 2009, para 1.404.773 hectares, em 2010.
Jaguariaíva empossa 87
aprovados em concurso
O evento aconteceu no Clube Recreativo
Municipal e foi prestigiado pelos secretários
municipais, pelo prefeito Otélio Renato Baroni
e por amigos e familiares dos aprovados
DA ASSESSORIA - Uma cerimônia de posse marcou o ingresso de 87 novos funcionários na prefeitura de Jaguariaíva, na manhã de segunda-feira, 25 de janeiro. O evento aconteceu no Clube Recreativo Municipal e foi prestigiado pelos secretários municipais, pelo prefeito Otélio Renato Baroni e por amigos e familiares dos aprovados.
Dentre os 87 empossados, a maioria está vinculada à secretaria de educação, cultura e esporte. Além da área educacional, foram contratados profissionais para a área de saúde e assistência social. Assumiram 14 professores, 55 educadores infantis, 12 cozinheiras/merendeiras, 3 auxiliares de serviços gerais, 1 enfermeira, 1 técnica em enfermagem e 1 fonoaudióloga.
A secretária de educação, Alcione Lemos, destacou a criação de cargos na área da educação. “Alguns dos cargos que vocês estão preenchendo hoje, como educador infantil, foram criados nessa administração, como forma de melhorar o atendimento e cuidar das nossas crianças”, comentou.
O secretário de administração e recursos humanos, Josias Zacharow Pedroso, relatou a organização e seriedade do concurso. “Cada um dos aprovados está assumindo por mérito próprio. Nós organizamos um concurso sério e agora estamos colhendo os frutos desse trabalho, que foi acompanhado o tempo todo pelo ministério público e pelos órgãos trabalhistas da região”, explicou.
Baroni pediu garra e trabalho aos novos contratados. “Nós precisamos trabalhar e acabar com a imagem de que funcionário público não trabalha. Vamos ajudar Jaguariaíva a crescer e melhorar a vida da nossa população”, salientou.
Trinta famílias desabrigadas;
Benetti busca recursos em Brasília
Prefeito aproveitará a viagem, a qual havia
sido marcada antes da tragédia de sábado,
para lutar por mais recursos na intenção de
atender às vítimas do último dia 30
DA REDAÇÃO - Após o período de chuvas que também atingiu o município pinhaloense, a população ainda está amedrontada e receia que novas precipitações avancem sobre a cidade. De acordo com Sidnei Bueno de Oliveira, chefe de gabinete do prefeito, o município inicia suas atividades para recuperar estradas, pontes e bueiros. “Foram muitas estradas destruídas e pontes arrastadas. É difícil de contabilizar os prejuízos, mas com certeza não foram poucos”, disse.
No município de Pinhalão, 28 famílias ficaram desabrigadas, as quais foram encaminhadas para a casa de parentes e também ao salão paroquial, onde têm recebido assistência da prefeitura. “Nós tivemos duas casas destruídas e 26 casas estão condenadas. As que estão condenadas serão demolidas, porém a prefeitura já está viabilizando novos terrenos para que sejam construídas novas moradias com recursos do governo estadual e federal, às famílias atingidas”, revelou.A garagem municipal e o pátio de máquinas que também foram inundados pela água, tiveram seus veículos condenados. “Quatro de nossos veículos não poderão mais ser utilizados. Serão necessários R$ 250 mil para recuperação”, informou o chefe de gabinete.
Ontem, dia 02, o município de Pinhalão recebeu a visita do senador Flávio Arns, que prometeu buscar junto ao senado federal, recursos para ajudar na recuperação e atendimento ao que foi destruído.
O prefeito Claudinei Benetti, que já estava de viagem marcada para Brasília, aproveitará a oportunidade para pedir, junto ao ministério da defesa, mais recursos para atender a comunidade afetada.
Forncecimento de água deverá
voltar ao normal diz Sanepar
Bombas d'água foram prejudicadas
em Pinhalão, Tomazina, Siqueira Campos,
Wenceslau Braz, Ibaiti e Jaboti
DA ASSESSORIA - A Sanepar trabalha desde o sábado (30) para restabelecer o sistema de abastecimento de água que foi danificado pelas fortes chuvas na região. O problema mais crítico foi em Ibaiti, onde uma encosta cedeu levando árvores de grande porte e muita terra para dentro das instalações da captação de água, o que danificou conjuntos de motobombas e parte elétrica. Os sistemas de água de Pinhalão, Tomazina, Siqueira Campos, Wenceslau Braz e Jaboti também foram atingidos e a empresa de saneamento realizou obras emergenciais para o restabelecimento dos sistemas.
Em todas as cidades a estimativa é que cerca de 150 mil pessoas foram afetadas total ou parcialmente com o racionamento de água. Devido os danos causados pelas tempestades, a Sanepar em nota oficial solicita que o consumo da água reservada nas caixas d’água dos imóveis seja racionado, a fim de que o desabastecimento momentâneo não seja agravado.
No município de Wenceslau, o qual ficou sem abastecimento de água durante dois dias, a água voltou, porém ontem já foi racionada novamente para ajustes nas instalações.
72 pontes arrasadas em
São José da Boa Vista
Segundo o prefeito municipal, Dilceu Bona,
o governador do Estado irá ajudar no que
for possível para recuperar a cidade
DA REDAÇÃO - O município de São José da Boa Vista, que está entre os que foram prejudicados pelas fortes chuvas, passa momentos difíceis após a enchente. O prefeito Dilceu Bona conversou no último domingo com o governador do Estado do Paraná, Roberto Requião e disse que irá fazer um levantamento do prejuízo. “Ele viu o que aconteceu e vai nos ajudar dentro das condições do governo do Estado”, disse.
Segundo o chefe do executivo, 72 pontes foram arrastadas, devido às chuvas, que fizeram com que os rios, riachos e até mesmo pequenos córregos transbordassem. “A situação não é fácil, há quatro anos essa mesma cena aconteceu, mas temos fé que vamos superar essa fase difícil e sairemos vencedores”, afirmou esperançoso.
No dia da grande tragédia, cerca de três mil pessoas ficaram isoladas. Uma das pontes que liga o centro à zona rural e ao município de Santana do Itararé foi parcialmente destruída.
De acordo com uma das moradoras entrevistadas pelo Jornal do Paraná, a qual não quis revelar o nome, o desespero das famílias na hora em que a chuva aumentou foi o mais chocante. “Eu ouvia crianças chorando com medo e os pais sem saber muito que fazer. Muitas dessas famílias já tinham poucas coisas em casa, agora tudo o que tinham está perdido. É uma triste realidade que infelizmente temos que enfrentar. Não dá pra acreditar que isso está acontecendo com a gente”, desabafou.
Após maior tragédia da história,
Tomazina contabiliza os prejuízos
Três dias após a enchente que destruiu
inúmeras pontes e invadiu casas e comércio,
prefeito revela que já começaram os trabalhos
para recuperação da cidade
DA REDAÇÃO - Um pouco de tempo para perder tudo. Essa foi uma das frases mais citadas pelos moradores que viviam nas encostas dos rio das Cinzas, o qual avançou rapidamente para a cidade na manhã do último sábado, dia 30.
Segundo Neiva do Valle, uma das moradoras prejudicadas pela chuva, o que importa é estar viva. “Perdi todos os móveis que tinha dentro de casa, a enchente começou em torno de sete horas da manhã, consegui tirar meu carro, roupas, minha geladeira, um forno microondas e outro forno. Tudo foi perdido, mas o mais importante é que não perdemos a vida. Começaremos tudo de novo”, afirmou confiante.
O sargento William Gonçalves dos Santos, da PM de Tomazina informou que o trabalho da polícia tem continuado normalmente, apesar da unidade ter sido totalmente tomada pelas águas. “Temos posto a mão na massa e contado com a ajuda da equipe de Wenceslau Braz e também de Jacarezinho. O pessoal tem se comovido e ajudado o próximo e isso é muito importante durante esse período difícil que muitas famílias estão vivendo”, disse. O prefeito Guilherme Cury Saliba Costa revelou ao Jornal do Paraná que uma das grandes preocupações no momento são também as propriedades rurais, as quais tiveram suas pontes perdidas e foram muito prejudicadas. “Infelizmente devido às chuvas que ocorreram no sábado estamos vivendo a maior tragédia da história de Tomazina. No Jardim Santo Antonio, mais de 50% das casas foram tomadas pela água e também a avenida da prainha e vários pontos comerciais. Uma grande preocupação é também a zona rural que deve ter sido muito prejudicada. A estimativa é de que aproximadamente trinta pontes tenham sido destruídas com as chuvas”, comentou o prefeito, afirmando que a ponte principal também deverá passar por vistorias pois pode ter sofrido algum dano.
“Vamos ter que reconstruir Tomazina. Graças a Deus podemos contar com várias ajudas políticas e também de moradores dispostos e de coração aberto”, disse o prefeito que embarcou para Brasília nesta segunda.
O governador Roberto Requião, que esteve na manhã de domingo em Tomazina, demonstrou também sua surpresa com tamanha destruição. “Tomazina foi uma das cidades mais atingidas, nunca houve uma enchente como essa na história do município. Em primeiro lugar já estamos fabricando pontes para auxiliar no transporte, vamos ajudar na questão das casas que foram atingidas e também estamos recomendando ao prefeito que dê uma olhada no plano diretor da cidade”, disse Requião.
Sobe para cinco o número de mortos no pior fim de semana de Sengés
As vítimas fatais estavam em casas que foram arrastadas pelo temporal em Sengés. Entre elas está uma criança de três anos
DA REDAÇÃO - A Defesa Civil informou que mais um corpo foi encontrado pela manhã desta segunda, dia 01, na cidade de Sengés, elevando para cinco o número de vítimas fatais da chuva na cidade. Entre as vítimas está uma criança de três anos. Sengés ficou isolada após o temporal na madrugada de sábado, que provocou alagamentos e mortes. Segundo a Defesa Civil, o corpo encontrado ontem manhã era de José Cícero da Silva, desaparecido desde o sábado. As vítimas fatais estavam em casas que foram arrastadas pelo temporal em Sengés. Na tarde de domingo foi encontrado o corpo de uma mulher. Sengés permanece ilhada e sem telefone. Mais de 50 homens da Defesa Civil trabalham no município. Dois helicópteros estão sendo usados.
Segundo o Instituto Meteorológico do Paraná (Simepar), na região de Sengés choveu, em 36 horas, mais da metade da média da precipitação de janeiro, de 471 milímetros. Entre sexta-feira e sábado foram registrados 215 milímetros.
Duzentas pessoas estão desalojadas em Sengés e, em uma rua, quase todas as casas foram inundadas. “O trabalho é complicado. Como o rio saiu da caixa e trouxe entulho, estamos fazendo trabalho nas margens do rio. As guarnições têm dificuldades para chegar ao local”, explicou o comandante da operação, major Samuel Prestes.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Edição 318
ENCHENTES CASTIGAM NORTE PIONEIRO
Deslizamento de terra deixa mais
de 40 famílias brazenses sem teto
De acordo com a Defesa Civil as famílias
foram removidas das casas devido ao risco
eminente de desmoronamento em algumas
residências na parte de baixo da Rua
Venezuela, vila Los Angeles
Da redação - Dezenas de famílias ficaram desabrigadas com deslizamento de terra que ocorreu durante a madrugada do dia 30. O deslizamento ocorreu na Vila Los Angeles, parte norte da cidade onde mais de 40 famílias tiveram que abandonar as casas. O deslizamento ocorreu na parte inferior das casas, próximo a um córrego já numa área não habitada.
De acordo com a Defesa Civil as famílias foram removidas devido ao risco eminente de desmoronamento em algumas residências na parte de baixo da Rua Venezuela. Já as famílias que residem na parte posterior da rua foram orientadas que saíssem das casas por mera precaução de novos deslizamentos caso houvesse ainda fortes chuvas no decorrer do sábado.
De acordo com o prefeito da cidade, Atahyde Ferreira dos Santos Junior, as famílias mais afetadas já foram abrigadas em locais preparados pela prefeitura onde terão o auxilio necessário. Não houve vítimas fatais.
Requião vê de perto estragos
ocorridos em Pinhalão
A garagem municipal e pátio de máquinas
foi inundado pela água que chegou pra cima
da metade dos ônibus de transporte público
Dezenas de famílias desabrigadas com enchente do Rio das Cinzas
Em Tomazina as águas subiram mais de
15 metros invadindo casas, supermercados,
bares, fábricas, hotéis e até igrejas. Mesmo
com a trégua da chuva neste domingo
o volume d’água não baixou nos arredores
Da redação - As fortes chuvas da noite de sexta-feira (29) e da madrugada do sábado (30) causaram imensos estragos no Norte Pioneiro do Estado. O governador Roberto Requião desceu na manhã de ontem em Tomazina, onde os estragos foram maiores, de acordo com a Defesa Civil. Até a tarde de sábado (30), foi contabilizado cerca de 200 desabrigados no município. Tomazina que é conhecida por belas paisagens naturais proporcionadas pelo Rio das Cinzas está irreconhecível, pelo menos às margens do próprio rio que embeleza a cidade. As águas subiram mais de 15 metros invadindo casas, supermercados, bares, fábricas, hotéis e até igrejas. Mesmo com a trégua da chuva neste domingo o volume d’água não baixou nos arredores. Segundo as famílias atingidas, a rapidez com que a água subiu é imensurável, portanto, não houve tempo de salvar a maior parte dos móveis e mercadorias, no caso do supermercado que fica a 100 metros da ponte sobre o rio. “Usamos botes e improvisamos o que pudemos, mas não teve como salvar todos nossos bens”, lamentou Claudio Mendes que é morador da margem do rio há 25 anos.
De acordo com o governador Requião, rapidamente recursos serão liberados para ajudar as famílias vítimas da enchente. “Estaremos solidários com as famílias de Tomazina e com o prefeito Guilherme para apoiar as famílias que foram tragicamente desabrigadas pelas águas”, afirmou. De Tomazina, Roberto Requião seguiu para Sengés, único município a registrar vítimas fatais com as enchentes deste fim de semana.
O prefeito Guilherme Cury Saliba Costa, afirmou que nestes casos qualquer ajuda é bem vinda, seja ela financeira ou operacional. Guilherme disse que todos os recursos ao alcance estão sendo providenciados e outros estão sendo negociados com os deputados e com o governo do Estado que se prontificou a agir com rapidez. “Tomazina está no momento numa situação caótica, porém, estamos trabalhando para que tudo volte ao normal o quanto antes e, portanto, nossa cidade volte a ser tranqüila e bela como estamos acostumados”, disse. Estavam também em Tomazina, neste domingo, os deputados Luiz Claudio Romanelli,Alexandre Curi e Marcelo Almeida.
ENCHENTES CASTIGAM NORTE PIONEIRO
Deslizamento de terra deixa mais
de 40 famílias brazenses sem teto
De acordo com a Defesa Civil as famílias
foram removidas das casas devido ao risco
eminente de desmoronamento em algumas
residências na parte de baixo da Rua
Venezuela, vila Los Angeles
Da redação - Dezenas de famílias ficaram desabrigadas com deslizamento de terra que ocorreu durante a madrugada do dia 30. O deslizamento ocorreu na Vila Los Angeles, parte norte da cidade onde mais de 40 famílias tiveram que abandonar as casas. O deslizamento ocorreu na parte inferior das casas, próximo a um córrego já numa área não habitada.
De acordo com a Defesa Civil as famílias foram removidas devido ao risco eminente de desmoronamento em algumas residências na parte de baixo da Rua Venezuela. Já as famílias que residem na parte posterior da rua foram orientadas que saíssem das casas por mera precaução de novos deslizamentos caso houvesse ainda fortes chuvas no decorrer do sábado.
De acordo com o prefeito da cidade, Atahyde Ferreira dos Santos Junior, as famílias mais afetadas já foram abrigadas em locais preparados pela prefeitura onde terão o auxilio necessário. Não houve vítimas fatais.
Requião vê de perto estragos
ocorridos em Pinhalão
A garagem municipal e pátio de máquinas
foi inundado pela água que chegou pra cima
da metade dos ônibus de transporte público
Da redação - Em Pinhalão também houve enchente do Rio Pinhalão que contorna o município causando também diversos transtornos e prejuízos aos cofres públicos. A garagem municipal e pátio de máquinas foi inundado pela água que chegou pra cima da metade dos ônibus de transporte público. Até a apuração dos dados a ponte sob o rio havia sido interditada. Na região também não houve vítimas fatais. De acordo com o prefeito do município, Claudinei Benetti, todas as providências estão sendo tomadas para amenizar os prejuízos. Benetti afirmou que as famílias afetadas serão apoiadas pela prefeitura.
São José da Boa Vista outra vez
sofre com a força das águas
A tragédia que castigou o município
parcialmente foi repercutida no país
através de emissoras de TV e rádios
Da redação - Cerca de três mil pessoas ficaram isoladas, em razão das fortes chuvas. A prefeitura do município afirmou que mais de 40 pontes foram destruídas na área urbana e principalmente na zona rural. Uma das principais pontes que liga o centro à zona rural e ao município de Santana do Itararé foi parcialmente destruída com forte correnteza da água que se formou no rio que contorna a cidade. A ponte havia sido reinaugurada havia dois anos.
A tragédia que castigou o município parcialmente foi repercutida no país através de emissoras de TV e rádios. De acordo com os moradores próximos aos locais mais críticos a tromba d’água foi maior na sexta-feira (29) entre as 18h e 21 horas, o que causou desespero. “Não sabíamos o que fazer; se corríamos ou se ficávamos para proteger nossos bens. Nossa cidade passou pela mesma situação há dois anos e foi horrível”, desabafou Ângela Cristina, moradora da região. De acordo com Dilceu Bona, prefeito do município, servidores públicos já se mobolizaram para prestar o apoio necessário às famílias afetadas assim como escolas já foram preparadas para alojar temporariamente os desabrigados. Não houve vitimas fatais.
Quatro mortos em Sengés
Na quinta-feira (28) as fortes chuvas abriram
uma cratera na PR-239 entre o município
paranaense e Itararé-SP. Durante a madrugada
de sábado houve queda de outra ponte em
Sengés que faz a ligação com Jaguariaíva
Da redação - Neste sábado (30), Sengés, já nos Campos Gerais, ficou totalmente isolada. Na quinta-feira (28) as fortes chuvas abriram uma cratera na PR-239 entre o município paranaense e Itararé-SP. Durante a madrugada de sábado houve queda de outra ponte em Sengés que faz a ligação com Jaguariaíva e quatro pessoas morreram afogadas e ainda três estão desaparecidas. De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil durante a manhã de sábado (30) era difícil até o contato por telefone com a cidade. O município sofre ainda com a falta de luz. A Defesa Civil instalou uma base de operações em Jaguariaíva (38 km de Sengés), para as atuações através de duas aeronaves do governo paranaense. Um helicóptero do Estado prestou os resgates onde também enfrentou dificuldades para operar devido aos problemas climáticos no local.
Sengés, município economicamente ativo por indústrias de papel e madeira sofreu ainda com alagamentos provocados pelo aumento do nível de um dos rios que passam próximo ao núcleo central da cidade além de deslizamentos.Dezenas de famílias desabrigadas com enchente do Rio das Cinzas
Em Tomazina as águas subiram mais de
15 metros invadindo casas, supermercados,
bares, fábricas, hotéis e até igrejas. Mesmo
com a trégua da chuva neste domingo
o volume d’água não baixou nos arredores
Da redação - As fortes chuvas da noite de sexta-feira (29) e da madrugada do sábado (30) causaram imensos estragos no Norte Pioneiro do Estado. O governador Roberto Requião desceu na manhã de ontem em Tomazina, onde os estragos foram maiores, de acordo com a Defesa Civil. Até a tarde de sábado (30), foi contabilizado cerca de 200 desabrigados no município. Tomazina que é conhecida por belas paisagens naturais proporcionadas pelo Rio das Cinzas está irreconhecível, pelo menos às margens do próprio rio que embeleza a cidade. As águas subiram mais de 15 metros invadindo casas, supermercados, bares, fábricas, hotéis e até igrejas. Mesmo com a trégua da chuva neste domingo o volume d’água não baixou nos arredores. Segundo as famílias atingidas, a rapidez com que a água subiu é imensurável, portanto, não houve tempo de salvar a maior parte dos móveis e mercadorias, no caso do supermercado que fica a 100 metros da ponte sobre o rio. “Usamos botes e improvisamos o que pudemos, mas não teve como salvar todos nossos bens”, lamentou Claudio Mendes que é morador da margem do rio há 25 anos.
De acordo com o governador Requião, rapidamente recursos serão liberados para ajudar as famílias vítimas da enchente. “Estaremos solidários com as famílias de Tomazina e com o prefeito Guilherme para apoiar as famílias que foram tragicamente desabrigadas pelas águas”, afirmou. De Tomazina, Roberto Requião seguiu para Sengés, único município a registrar vítimas fatais com as enchentes deste fim de semana.
O prefeito Guilherme Cury Saliba Costa, afirmou que nestes casos qualquer ajuda é bem vinda, seja ela financeira ou operacional. Guilherme disse que todos os recursos ao alcance estão sendo providenciados e outros estão sendo negociados com os deputados e com o governo do Estado que se prontificou a agir com rapidez. “Tomazina está no momento numa situação caótica, porém, estamos trabalhando para que tudo volte ao normal o quanto antes e, portanto, nossa cidade volte a ser tranqüila e bela como estamos acostumados”, disse. Estavam também em Tomazina, neste domingo, os deputados Luiz Claudio Romanelli,Alexandre Curi e Marcelo Almeida.
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